- Em 2025 a CP atingiu recordes de passageiros, mas os Urbanos de Lisboa e o Alfa Pendular deram sinais de queda.
- O Passe Ferroviário Verde levanta dúvidas sobre a fiabilidade da contagem de passageiros nos serviços regionais, devido à falta de mecanismos de validação eficazes.
- O episódio analisa a transição de contagens manuais para soluções tecnológicas para melhorar a disponibilidade de dados.
- O debate compara a realidade de Luxemburgo, onde o transporte público é gratuito, com a rede portuguesa, destacando a integração das estações e o papel da mobilidade urbana.
- Abordam-se ainda questões de segurança na ferrovia em Portugal e discussões europeias sobre gestão ferroviária, incluindo modelos de holding na Renfe e a relação com Bruxelas.
No episódio do podcast Sobre Carris, analisa-se a atualidade ferroviária, com foco em Portugal e no Luxemburgo. O tema central é menos passageiros nos Urbanos de Lisboa, num ano em que a CP registou recordes globais de procura.
Regresso a Portugal, onde o debate aponta para um problema estatístico: apesar dos máximos históricos de 2025, os Urbanos de Lisboa e o Alfa Pendular anunciaram quebras. O novo Passe Ferroviário Verde levanta dúvidas sobre a fiabilidade da contagem de passageiros nos serviços regionais, pela falta de mecanismos de validação.
O programa recorda ainda tempos de contagens manuais e discute soluções tecnológicas que poderiam garantir dados mais robustos, evitando distorções na leitura do tráfego ferroviário nacional.
Desafios locais e controvérsias
A conversa estende-se à Figueira da Foz, onde a degradação das antigas oficinas da CP serve de cartão de visita à entrada da cidade, gerando impasse entre a autarquia e a empresa. A situação expõe dificuldades de decisão e de gestão de ativos.
O debate aborda ainda a segurança no eixo ferroviário, com Portugal entre os países europeus com altas curvas de mortalidade por atropelamento no canal férreo, e o impacto dos suicídios na via como problema de saúde pública.
Perspetivas europeias
A discussão atravessa a fronteira para Espanha e o tema da gestão ferroviária. Questiona-se se faz sentido refundar a relação entre roda e carril, defendida por responsáveis da Renfe, face a diretivas de Bruxelas. Apontam-se modelos de holding que alguns países adotaram para contornar esse enquadramento.
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