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Luís Wittnich Carrisso: botânico e docente português (1886–1937)

Namibe acolhe homenagem a Luís Carrisso, reunindo a comunidade portuguesa e antigos estudantes de Coimbra em Angola, no 89.º aniversário da morte

Luís Wittnich Carrisso junto à planta *Welwitschia mirabilis*
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  • Em 14 de junho de 2026, representantes da comunidade portuguesa e antigos estudantes da Universidade de Coimbra em Angola vão reunir-se no Namibe para homenagear Luís Wittnich Carrisso (1886–1937).
  • Carrisso foi cientista português, professor catedrático e vice‑reitor da Universidade de Coimbra, além de diretor do Jardim Botânico e do Instituto Botânico Júlio Henriques.
  • A sua carreira incluiu várias expedições a Angola, onde percorreu cerca de 30 mil quilómetros e recolheu um vasto património botânico para as coleções da universidade.
  • Morreu em 1937, aos 51 anos, no Namibe, durante a terceira expedição científica a Angola, vítima de síncope cardíaca, enquanto trabalhava no terreno.
  • O evento é organizado por António Maló de Abreu e segue uma tradição de reconhecimento da academia de Coimbra; o velório decorre junto ao obelisco no local da sua última expedição, com um canto de Coimbra.

Representantes da comunidade portuguesa e antigos estudantes da Universidade de Coimbra residentes em Angola vão reunir-se no Namibe, a 14 de junho de 2026, para homenagear Luís Wittnich Carrisso. A cerimónia ocorre no deserto de Namibe, onde o cientista faleceu em 1937, durante a sua terceira expedição a Angola.

Carrisso foi um campeão da botânica portuguesa, professor catedrático e vice-reitor da Universidade de Coimbra. Natural da Figueira da Foz, dirigiu o Jardim Botânico e o Instituto Botânico Júlio Henriques, deixando uma marca profunda nas coleções científicas da universidade e na investigação nacional.

O legado de Carrisso em Angola

Durante as expedições ao território angolano, o investigador percorreu cerca de 30 mil quilómetros e recolheu um vasto património botânico. A sua morte ocorreu no deserto do Namibe, onde trabalhava com a sua equipa, vítima de síncope cardíaca aos 51 anos, sempre em missão de estudo.

A homenagem de 2026 é organizada por António Maló de Abreu, doutorando em biociências, e integra uma tradição de reconhecimento mantida por instituições de Coimbra. A iniciativa envolve ainda a Tuna Académica, o Orfeon Académico e a Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Angola.

No local onde ocorreu o adeus, junto ao obelisco, celebra-se a memória de Carrisso com palavras de silêncio e uma referência à planta Welwitschia mirabilis, símbolo da biodiversidade angolana associada ao trabalho do cientista. A cerimónia reforça o vínculo entre ciência, Angola e Portugal.

O trajecto de Carrisso evidencia uma vida dedicada à observação da natureza e à divulgação do conhecimento científico. A cerimónia de homenagem, agora 89 anos após a sua morte, mantém vivo o compromisso com a pesquisa e a educação que marcaram o seu percurso.

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