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Leão XIV homenageia Gaudí e a Sagrada Família

O Papa celebrou missa na basílica da Sagrada Família, homenageando Gaudí e a obra, lembrando que quem segue Jesus não pode promover a guerra, numa cerimónia diante de oito mil fiéis

Foto: Stefano Rellandini/AFP
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  • O Papa Leão XIV homenageou, na basílica da Sagrada Família, Gaudí, criador da famosa igreja, numa missa diante de cerca de oito mil pessoas.
  • A cerimónia coincidiu com o centenário da morte de Gaudí, destacando a Sagrada Família como símbolo de Barcelona e da Catalunha.
  • O Papa abençoou a Torre de Jesus, a 14.ª torre concluída, que atinge 172,5 metros, tornando a Sagrada Família a igreja mais alta do mundo.
  • Na homilia, Leão XIV disse que não se pode acreditar em Jesus e promover a guerra, nem abandonar quem sofre; a basílica é apresentada como símbolo de unidade e caridade.
  • A cerimónia contou com a presença de autoridades, incluindo os Reis de Espanha e o primeiro-ministro, enquanto milhares acompanharam o cortejo com bandeiras do Vaticano, da Catalunha e, noutra frente, bandeiras independentistas.

O Papa Leão XIV homenageou Antoni Gaudí durante uma missa realizada na basílica da Sagrada Família, em Barcelona, em homenagem ao centenário da morte do arquiteto. O evento reuniu cerca de 8 mil fiéis e contou com a bênção da torre de Jesus, parte da obra de Gaudí.

Na homilia, o Papa sublinhou que quem segue Jesus não pode promover a guerra nem abandonar quem sofre. A cerimónia ocorreu numa altura em que a Sagrada Família é a igreja mais alta do mundo, com a conclusão da Torre de Jesus a atingir 172,5 metros.

O litúrgico contou com a presença de autoridades espanholas e catalãs, incluindo o rei Felipe VI e o primeiro-ministro Pedro Sánchez. Uma parte significativa do público acompanhou o percurso papal num papamóvel, sob guarda-várzea de bandeiras do Vaticano e da Catalunha.

Progresso da obra e celebração

A Sagrada Família continua em construção há 143 anos, financiada por bilhetes de visitantes e donativos. A torre abençoada hoje é o coração do projeto de Gaudí, mas a conclusão total deverá demorar pelo menos mais uma década.

O arquiteto diretor Jordi Faulí explicou que ainda falta licenciar a fachada da Glória, bem como fachadas, capelas e sacristias. Embora a altura possa terminar, as estruturas decorativas continuam por completar, estendendo o cronograma.

No terreno, quatro associações pela independência da Catalunha distribuiram 5 mil bandeiras para contestar a leitura da visita espanhola, promovendo a exibição de símbolos identitários nas ruas de Barcelona.

Contexto institucional e percurso do Papa

A cerimónia contou com a presença das maiores autoridades da Catalunha e de Espanha, num momento de divulgação internacional da obra de Gaudí. O Papa chega a Barcelona após passagem por Madrid e antes de seguir para as Canárias, onde aborda o tema das migrações.

O evento marca, para a basílica, mais uma etapa na sua trajetória de consagração, iniciada em 2010, quando Bento XVI a celebrou como templo. A torre de Jesus, elemento central do projeto, é considerada o motor da conclusão planificada pela fundação da Sagrada Família.

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