- A Câmara Municipal de Beja aprovou casas em leito de cheia na urbanização Quinta d’El Rey, na periferia da cidade.
- Moradores têm de retirar água de caves e garagens para as ruas, causando inundações no arruamento.
- O conflito entre moradores e a câmara dura há cerca de três décadas, desde o início das primeiras construções na zona.
- A área fica sobre uma reserva de água no subsolo, que alimenta os sistemas de aprovisionamento.
- Os residentes trabalham repetidamente para escoar a água acumulada dos pisos abaixo do solo para as vias públicas.
A Câmara de Beja aprovou habitações em áreas de leito de cheia na urbanização Quinta d’El Rey, na periferia da cidade. O fenómeno envolve blocos de apartamentos e moradias que bombeiam água de caves e garagens subterrâneas. Quando o sistema de abastecimento encharca as estruturas, a água escorre para as ruas.
Ao longo de três décadas, os moradores têm de retirar água dos pisos abaixo do solo, o que provoca inundações frequentes nos arruamentos. O conflito entre a autarquia e os residentes mantém-se ativo desde o início das primeiras construções na zona.
Segundo moradores, os ruídos e as cheias tornam irregular o acesso às habitações, especialmente em dias de chuva intensa. A água que surge no subsolo encontra saída na rede viária da Quinta d’El Rey, agravando a degradação de vias.
Contexto histórico
A ocupação urbanística desta área está ligada a uma reserva de água subterrânea abundante. Autarcas e residentes divergem sobre responsabilidades, medidas de mitigação e prioridades de desenvolvimento, mantendo-se a tensão entre crescimento habitacional e gestão de recursos hídricos.
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