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Ministério acompanha processo de professora acusada de racismo por pais

IGEC acompanha o processo contra professora de Geografia da Parede, acusada de racismo por pais; a decisão pode originar um processo disciplinar

Professora é acusada de forçar alunos a ver o seu blogue com conteúdos anti-islão e outros
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  • A Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) acompanha o processo de averiguações aberto pela escola Fernando Lopes Graça, no agrupamento da Parede, por queixas de racismo e discurso de ódio dirigidos a alunos.
  • Pais denunciaram que a docente de Geografia terá proferido frases contra imigrantes e ataques a islão em sala de aula, incluindo expressões como “deviam ir para a vossa terra” e críticas à imigração.
  • A professora foi afastada da sala de aula durante o decorrer do processo; a direcção mantém o acompanhamento da situação e diz estar a cumprir procedimentos adequados.
  • A directora do agrupamento afirmou que a escola já tinha recebido rotas de queixas no início do ano lectivo, bem como em 2025, mas não comentou detalhes devido ao processo em curso.
  • Parte das queixas envolve um blogue pessoal da docente com conteúdos considerados contra imigração, islão e LGBT+, que os encarregados de educação alegam ter sido apresentado aos alunos.

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação acompanha o processo de averiguações instaurado pela escola Fernando Lopes Graça, no agrupamento da Parede, contra uma professora de Geografia por queixas de racismo e discurso de ódio. A inspeção está a acompanhar as diligências.

A Direção da escola anunciou que o caso foi aberto após denúncias de encarregados de educação, com alertas prévios. O objetivo é apurar os factos antes de decidir sobre eventual procedimento disciplinar.

Segundo relatos recolhidos pelo PÚBLICO junto de cinco pais, a docente terá proferido frases contra imigrantes na sala de aula, além de comentários sobre islão e conteúdos relacionados com a comunidade LGBTQI+. A escola confirma preocupações no funcionamento das aulas.

Situação atual

A sala onde lecciona a docente ficou vazia na última semana, depois de a professora ter sido afastada da turma durante o processamento do caso. A direção afirma estar a acompanhar a situação e a cumprir os procedimentos adequados.

A direção do agrupamento, liderada pela directora Rita Zuzarte, referiu por email que recebeu preocupações sobre as aulas, tanto neste ano lectivo como no anterior, sem detalhar conteúdos específicos. O responsável pelo processo não admite comentar o assunto devido ao inquérito.

Contexto e desdobramentos

Algumas famílias anunciaram um boicote caso a professora continuasse a leccionar. A escola planeou uma solução para a semana anterior, com a presença de outra docente na sua aula, mas a medida não satisfez todos os encarregados de educação.

Relatos do jornal indicam que a queixa envolve o uso de um blogue pessoal da docente, que os pais alegam ter sido exibido aos alunos. O conteúdo do blogue, analisado, inclui mensagens contra imigração e islão, bem como referências à comunidade LGBTQI+.

Relevo institucional

A IGEC dirige a garantia de que o caso será resolvido com base em factos apurados. O desfecho pode passar pela abertura de um procedimento disciplinar, conforme avaliação da directora do agrupamento, após o esclarecimento dos factos.

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