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Transportes públicos urbanos podem ser fortemente impactados pela greve geral

Greve geral afeta transportes urbanos; existe serviço mínimo, com Metro de Lisboa e Porto a operar de forma limitada

Comboios
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  • A greve geral marcada para 3 de junho afetará fortemente o setor dos transportes públicos urbanos, com serviços mínimos previstos para comboios, autocarros e Metro do Porto.
  • O Metro de Lisboa não fixou serviços mínimos em circulação; a paralisação está prevista a partir das 23h de terça-feira e durante todo o dia de quarta-feira, com conclusão prevista para as 06h30 de quinta-feira. No Porto, o tronco comum e a linha Amarela terão funcionamento reduzido, com frequências entre 15 e 30 minutos.
  • A CP — Comboios de Portugal divulgou serviços mínimos para vários tipos de serviço; na terça-feira, entre a 00h e as 16h, ocorreram cancelamentos, incluindo 63 comboios nos urbanos do Porto e 2 nos urbanos de Lisboa, entre outros.
  • O Fertagus confirmou que pode manter o serviço a 100% no dia da greve, mas depende do impacto da greve na gestão da infraestrutura (Infraestruturas de Portugal) que decretou serviços mínimos de 25%.
  • Em Coimbra, o Metro Mondego terá cerca de 20% dos serviços habituais, com 8 serviços mínimos ao longo do dia; em Lisboa, a Carris anunciou que há serviços mínimos para várias carreiras, além de haver impacto em outras operadores regionais.

O setor dos transportes públicos urbanos enfrenta impactos significativos na greve geral marcada para quarta-feira, 3 de junho. Mesmo com serviços mínimos previstos em comboios, autocarros e Metro do Porto, a paralisação deverá deixar muitos utentes sem soluções para deslocações diárias.

A greve foi anunciada pela CGTP, após o Governo ter apresentado uma proposta de lei laboral que ainda não tem acordo. Vários syndicates de setores como saúde, ensino, transporte, aviação e comércio já comunicaram adesão.

A depender da infraestrutura, a normalização dos serviços varia por região. Em alguns casos, os operadores mantêm 25% a 100% da oferta, com horários reduzidos ou alterações de trajeto. Abaixo, os impactos por operador e região.

CP — Comboios de Portugal

A CP confirmou serviços mínimos para alguns serviços de longo curso, regionais e urbanos. No total de terça-feira, até às 16h, 25 comboios estavam previstos como mínimos, com cancelamentos em áreas específicas. Em Lisboa e Porto, houve supressões pontuais.

Metro de Lisboa

O Metro de Lisboa não fixou serviços mínimos para circulação de composições, segundo o Tribunal Arbitral. A paralisação inicia às 23h00 de terça e prossegue durante todo o dia de quarta. A normalização está prevista para quinta-feira de manhã.

Metro Mondego (Coimbra)

Em Coimbra, o Metro Mondego terá cerca de 20% de oferta, com oito serviços mínimos ao longo do dia. As primeiras circulações começam cedo, às 05:38 na Lousã e 06:30 na Portagem. A SMTUC avisa perturbações potenciais.

Metro do Porto

O Metro do Porto manterá o tronco comum entre Senhora da Hora e Estádio do Dragão com frequência reduzida. A Linha Amarela também opera parcialmente. Os horários previstos variam entre 15 minutos (horário de maior atividade) e 30 minutos em horários de menor procura.

STCP e Carris (Porto/Lisboa)

A STCP antecipa impacto em todas as linhas, sem serviços mínimos decretados. Já a Carris de Lisboa teve serviços mínimos definidos por via de tribunal, com 12 carreiras em funcionamento durante janelas específicas, mantendo atendimento prioritário a saúde e ensino.

Carris Metropolitana

A Carris Metropolitana ainda não divulgou detalhes sobre a possibilidade de serviços mínimos, mantendo-se à espera de confirmações oficiais. Opera em quatro áreas da AML, com ligações a municípios que delegaram competências.

Fertagus

Fertagus assegura serviço a 100% no dia da greve, mas alerta que a disponibilidade depende do impacto na gestão da infraestrutra pela IP. Horários para o dia são disponibilizados pela empresa.

Transtejo/Soflusa

O Tribunal Arbitral não decretou serviços mínimos de transporte fluvial entre Lisboa e Setúbal. Os serviços mínimos serão assegurados apenas para atividades estritamente ligadas à segurança e manutenção de infraestruturas.

Horários do Funchal

Na Madeira, 39 carreiras deverão funcionar normalmente, 21 ficam suspensas. Serviços mínimos divididos em dois grupos totalizam 60 carreiras, com funcionamento parcial conforme disponibilidade de cada trajeto.

Táxis

O setor de táxis não antecipa impacto significativo na oferta, embora uma adesão massiva possa ocorrer. Muitas viaturas são independentes, o que facilita ou dificulta a adesão conforme o motorista decidir participar.

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