- O governo do Reino Unido está a ponderar criar uma lista negra nacional para passageiros problemáticos, o que permitiria banir viajantes de voar com qualquer transportadora.
- A medida visa incidents graves, como embriaguez, insultos à tripulação ou violência a bordo, indo além das proibições aplicadas por cada companhia.
- A decisão surge numa altura de maior movimento na época de férias e após debates sobre a prática de beber álcool de manhã nos aeroportos, que pode afetar o comportamento a bordo.
- A proposta enfrenta questões legais, nomeadamente a partilha de dados sob o RGPD, o que pode impedir a troca de informações entre companhias.
- A Airlines UK apoiou a ideia e disse que vai trabalhar com o governo na criação de uma base de dados nacional, com várias entidades a marcar reuniões ainda neste mês.
O governo do Reino Unido está a ponderar criar uma lista negra nacional para passageiros problemáticos. A medida visa proibir, de forma indiscriminada, viajantes que exibam comportamentos graves a bordo ou durante o embarque, independentemente da companhia aérea.
A proposta surge com a época alta de férias de verão a aproximar-se e pretende responder aos relatos de aumento de incidentes durante voos. A ideia é impedir que reincidentes viagem com qualquer transportadora, não apenas com uma empresa específica.
O tema está a ser discutido com o setor da aviação. Responsáveis governamentais preveem reunir-se com as companhias aéreas ainda este mês para definir o formato da lista e os critérios de inclusão.
A base de dados nacional de passageiros proibidos deverá interoperar entre as transportadoras, de modo a evitar reservas em várias empresas. Contudo, a proteção de dados complica a partilha de informações, pois o RGPD restringe esse intercâmbio.
A Airlines UK acolheu a proposta, dizendo que medidas adicionais para casos graves de perturbação são importantes para garantir viagens seguras para a maioria dos passageiros. A associação afirma que trabalhará com o governo no desenvolvimento da iniciativa.
Segundo fontes oficiais, a iniciativa parte da necessidade de evitar que comportamentos antissociais comprometam a segurança de passageiros e tripulação e estraguem férias.
A reação do setor vem também na sequência de debates sobre horários de funcionamento dos aeroportos europeus e a disponibilidade de álcool pela manhã, que tem gerado controvérsia entre operadoras e autoridades.
Michael O’Leary, da Ryanair, já defendeu que episódios de desvio de voo por agressões podem afetar uma porção considerável da operação, destacando a gravidade dos incidentes. A proposta governamental procura evitar que tais episódios se repitam com outras companhias.
A medida, se avançar, dependerá de ajustes legais para compatibilizar a partilha de dados com normas de proteção de privacidade, podendo exigir alterações legislativas adicionais.
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