- Greve geral em Portugal está marcada para 3 de junho, com impactos que começam já a sentir-se na terça-feira e abrangem vários setores.
- Transportes: paralisia de comboios, autocarros, elétricos e metro em Lisboa, Porto e arredores; serviços mínimos definidos e possibilidade de reembolso ou troca de bilheitos pela CP.
- Saúde: greve de médicos e enfermeiros em hospitais, centros de saúde e serviços públicos e privados; funcionamento de cuidados mínimos assegurado para necessidades essenciais.
- Educação: paralisação total nas escolas e universidades, com interrupção de aulas e avaliações, e sem serviços mínimos obrigatórios segundo alguns sindicatos.
- Administração pública, comércio, indústria e turismo: trabalhadores do setor público, serviço social, indústria metalúrgica e hotelaria aderem; alguns serviços municipais e institucionais podem sofrer interrupções significativas.
No próximo dia 3 de junho Portugal enfrenta uma greve geral convocada pela CGTP, com impactos que começam já na véspera. A paralisação envolve diversos sectores, desde transportes a educação, saúde e serviços públicos, e a adesão está prevista entre trabalhadores públicos, privados e do setor social. O objetivo é protestar contra a proposta de alteração à legislação laboral, designada Trabalho XXI, apresentada pelo Governo.
A organização sindical sustenta que o pacote de alterações representa uma redução de direitos laborais, enquanto o Governo defende uma revisão estrutural para aumentar produtividade, salários e adaptar o mercado ao funcionamento da economia digital. A discussão parlamentar ainda não tem data definida para a votação na generalidade.
Transportes
Sindicatos de transportes emitem pré-aviso para a greve, afetando CP, Metro de Lisboa e Metro do Porto, bem como a Carris, Transtejo/Soflusa e outras redes urbanas. Em Lisboa, o Metropolitano aponta encerramento total dos serviços entre 2 de junho, 23h, e 3 de junho, com retoma prevista para 4 de junho.
A CP prevê perturbações na circulação de comboios, com possibilidade de reembolso integral de bilhetes ou troca gratuita. Serviços mínimos deverão assegurar a passagem de serviços essenciais nos comboios de longa distância e regionais.
Saúde
O SEP mobiliza trabalhadores do público, privado e social para a greve entre 0h e 24h, com interrupção de turnos. Serviços mínimos deverão manter atendimento indispensável. Médicos de várias regiões também organizam greve total, cobrindo hospitalares, cuidados de saúde primários e hospitais privados com médicos ao serviço.
Serviços mínimos para áreas como quimioterapia, radioterapia, diálise e urgência interna são mencionados pelos sindicatos médicos. O objetivo é garantir cuidados críticos mesmo durante a paralisação.
Educação
Na educação, a FENPROF anuncia paralisação total durante todo o funcionamento do dia. Docentes e investigadores de ensino superior também aderem, com impacto potencial em aulas, avaliações e atividades administrativas. Em universidades, institutos politécnicos e centros de investigação, a greve pode interromper atividades letivas.
O SNESup soma-se à mobilização, defendendo a rejeição da reforma e a defesa de direitos laborais. Não está prevista a criação de serviços mínimos específicos para o ensino superior.
Administração Pública e setores afins
Funcionarão com greve a Função Pública e o Setor Social, com impactos em serviços municipais, serviços de atendimento público e instituições públicas. O STAL junta-se à paralisação, enfatizando retrocessos na contratação coletiva e na valorização salarial.
Indústria, Comércio e serviços
A indústria, incluindo metalúrgicas, química e energia, está chamada a paralisar. A Autoeuropa anunciou apoio à greve, refletindo o peso setorial. No comércio, hotelaria e turismo, a AHRESP sinaliza participação de trabalhadores, com previsões de constrangimentos em cantinas e serviços de alimentação.
O CESPP e o SINAPSA também confirmam adesão, abrindo possibilidade de impacto em seguros, mediação e atendimento ao público. A cobertura da greve estende-se ainda à comunicação social, com o Sindicato dos Jornalistas a convocar mobilização dos profissionais.
Notas finais indicam que a greve, caso seja muito abrangente, pode provocar atrasos e cancelamentos em serviços públicos, transporte, saúde e educação. As autoridades.update poderão declarar serviços mínimos adicionais conforme evolução da paralisação.
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