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Cinco organizações criam rede para colocar 3500 jovens no emprego

Rede Empregar reunirá cinco organizações para apoiar até 3438 jovens Nem-Nem a entrar no mercado de trabalho, potenciando políticas públicas de emprego juvenil

IEFP é uma das entidades parceiras da Rede Empregar, projeto da Fundação Calouste Gulbenkian
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  • Cinco organizações criaram a Rede Empregar para apoiar 3438 jovens que não trabalham, não estudam e não frequentavam formação, em 43 projetos a nível nacional.
  • A Rede Empregar agrega a iniciativa Gulbenkian Empregar e envolve ainda Incorpora (fundação la Caixa), Afirma-te já (Instituto Português do Desporto e Juventude), o IEFP e a Fundação BNP Paribas.
  • O foco é apoiar jovens até aos 34 anos que já terminaram o curso, estão desempregados, interromperam formações ou têm empregos precários.
  • As abordagens são diversas, incluindo formação profissional para imigrantes em Setúbal, projetos na área da música que incentivam criação de negócios e oportunidades para desenvolver competências noutros distritos.
  • A cerimónia de criação decorre hoje à tarde na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, com o objetivo de influenciar políticas públicas e expandir a rede por todo o país.

Cinco organizações vão criar uma rede para ajudar 3438 jovens sem emprego nem formação a entrar no mercado de trabalho em Portugal. A iniciativa surge da parceria entre Gulbenkian Empregar, IEFP e outras entidades, com o objetivo de apoiar a transição para emprego ou qualificação.

A Rede Empregar reúne projetos já existentes que trabalham com jovens em situação de vulnerabilidade. Entre os parceiros contam-se a iniciativa Incorpora da Fundação la Caixa, o Afirma-te já do Instituto Português do Desporto e Juventude, o IEFP e a Fundação BNP Paribas, entre outros.

Pedro Cunha, gestor da Gulbenkian Empregar, explicou que o foco abrange jovens até aos 34 anos que terminaram o curso, mas permanecem desempregados, interromperam formação ou desmotivaram-se. Também entram casos de trabalho precário e de difícil acesso.

Os diferentes projetos vão prever abordagens variadas, com forte ênfase na formação profissional. Em Setúbal, por exemplo, o projeto dirige-se a comunidades migrantes da Ásia para facilitar a integração laboral, através de formação intensiva.

Há iniciativas que estimulam mobilidade geográfica para desenvolver competências e criar negócios. Em algumas áreas, a rede usa perspetivas artísticas, como música, para apoiar jovens em situações desafiantes a avançar para formação ou empreendedorismo.

A rede pretende ainda influenciar políticas públicas, de forma a expandir as práticas para o território nacional. A cerimónia de lançamento acontece esta tarde na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Formação profissional

A rede desenha várias estratégias de qualificação, ajustadas às necessidades dos jovens. Alguns projetos privilegiam formação prática, outros combinam treino com estágios ou mentoring.

Perspetivas nacionais

Dados Eurostat de 2025 apontam 9% de jovens Nem-Nem em Portugal, com a UE a situar o valor em 11%. Em 2015 a taxa portuguesa era de 13,1%, reduzindo-se nos anos seguintes.

Objetivo da rede

O objetivo é consolidar uma rede estável que amplifique o alcance das ações existentes. A meta é ampliar o apoio a todos os jovens em risco de exclusão laboral em todo o país.

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