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Igreja Luterana sueca investiga esposa do primeiro-ministro por questões éticas

A Igreja Luterana da Suécia abriu um inquérito à mulher do primeiro-ministro, pastora, por questões éticas ligadas a uma fundação; sanções podem incluir advertência, período de prova ou perda do ministério

Primeiro-ministro sueco Ulf Kristersson e a mulher, Birgitta Ed, chegam à cimeira da NATO em Washington, 9 de julho de 2024
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  • A Igreja Luterana da Suécia abriu um inquérito à mulher do primeiro-ministro, Ulf Kristersson, que é pastora, após questões éticas relacionadas com uma fundação de cariz espiritual que dirige.
  • As queixas foram apresentadas à diocese local de Birgitta Ed, e o cabido decidiu investigar a idoneidade da pastora para exercer o ministério pastoral, sem detalhes das denúncias.
  • A fundação Fållöknastiftelsen é alvo de reportagens do jornal Aftonbladet sobre angariação de fundos, renovação de uma casa senhorial e uso de contactos para obter benefícios.
  • Segundo a imprensa, Ed terá também recorrido a contactos na Igreja para obter donativos e serviços gratuitos, incluindo apoio informático, para a fundação.
  • A investigação, que costuma durar alguns meses, pode terminar sem medidas disciplinares ou com uma das três sanções possíveis, incluindo advertência escrita, período de prova ou perda da autorização para o ministério ordenado; o tema ocorre antes das eleições legislativas de setembro.

A Igreja Luterana da Suécia abriu um inquérito à mulher do primeiro-ministro, Ulf Kristersson, que é pastora da instituição. A decisão surge após várias notícias na imprensa levantarem questões éticas sobre o papel da líder numa fundação de cariz espiritual que dirige.

A diocese de Birgitta Ed recebeu queixas formais, e o cabido determinou iniciar a averiguação à idoneidade de Ed para exercer o ministério pastoral. A natureza exacta das denúncias não foi tornada pública pela Igreja.

Investigação às ligações com a fundação

O inquérito deve decorrer durante vários meses, informou a Igreja, sem comentários durante o processo. Possíveis sanções, caso haja culpabilidade, vão desde uma advertência escrita até a retirada da autorização para o ministério ordenado.

Segundo o jornal Aftonbladet, a fundação Fållöknastiftelsen recrutou voluntários para angariar fundos e renovar a casa senhorial da instituição, em troca de contactos e de reuniões na residência oficial do primeiro-ministro. A reportagem aponta também alegadas utilizações de contactos da Igreja para obter donativos e serviços gratuitos.

A ligação entre a família do chefe do governo e a fundação tem gerado escrutínio público, num país que se prepara para as eleições legislativas em setembro. As sondagens apontam vantagem para a oposição de esquerda em relação ao governo de Kristersson, apoiado pelo partido Democratas da Suécia.

A Igreja Luterana da Suécia tem cerca de 5,4 milhões de fiéis num país de 10,6 milhões de habitantes e separou-se do Estado em 2000. O caso coloca a nu perguntas sobre ética, transparência e a relação entre fé, liderança política e instituições religiosas.

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