- O presidente da República, António José Seguro, destacou os dados sobre a pobreza infantil em Portugal e pediu proteção da infância como dever coletivo, a propósito do Dia Mundial da Criança.
- Citou um estudo da Nova School of Business and Economics (Nova SBE), que indica que em 2024 havia cerca de 301 mil crianças em situação de pobreza no país.
- Disse que o Dia Mundial da Criança é também uma data de reflexão sobre crianças que passam fome, sem recursos para atividades e expostas a violência, negligência ou exclusão.
- Defendeu que a proteção infantil depende de instituições articuladas, comunidades mais próximas, escolas inclusivas, famílias apoiadas e uma sociedade mais consciente do seu papel.
- Afirmou que, apesar dos avanços, é preciso operacionalizar a Estratégia Única dos Direitos das Crianças e Jovens 2025-2035 com o envolvimento ativo de toda a sociedade, para garantir dignidade, oportunidades e sonhos para todas as crianças.
O presidente da República, António José Seguro, destacou, numa mensagem por ocasião do Dia Mundial da Criança, dados sobre a pobreza infantil em Portugal e apelou à proteção da infância como dever coletivo. O foco foi a necessidade de ações conjuntas para apoiar as crianças mais vulneráveis.
Seguro sublinhou que o país enfrenta desigualdades crescentes e novos riscos para menores, defendendo instituições mais articuladas, comunidades próximas, escolas inclusivas e famílias acompanhadas. A mensagem reforçou o papel da sociedade na proteção da infância.
O chefe de Estado citou uma divulgação recente sobre pobreza infantil, que aponta para cerca de 301 mil crianças em isolamento económico em 2024, segundo um estudo da Nova SBE e da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.
Dados da pobreza infantil
Conforme o estudo, muitas crianças continuam a enfrentar fome, limitações na participação escolar, atividades culturais ou desportivas, e contextos de pobreza que podem incidir na violência ou exclusão. O número traduz uma realidade relevante para políticas públicas.
Além disso, o Presidente recordou que a implementação da Estratégia Única dos Direitos das Crianças e Jovens 2025-2035 está em curso, visando uma resposta integrada. No entanto, ressalvou que sem compromisso social os resultados são limitados.
Seguro enfatizou que todas as crianças devem ter direito a sonhar e a oportunidades, incluindo as em pobreza, com deficiência, doenças crónicas, minorias ou exposição à violência e ao ambiente digital, sem discriminação.
Medidas e compromisso cívico
O Presidente elogiou avanços na promoção dos direitos, destacando a necessidade de ações concretas de toda a sociedade para unir esforços. Garantir dignidade, igualdade de oportunidades e esperança é apresentado como objetivo democrático.
Foi ainda enfatizado que proteger a infância não é apenas responder ao presente, mas preservar a possibilidade de desenvolvimento futuro, talento e participação ativa no país. O apelo foi para uma atuação conjunta entre governos, comunidades e famílias.
A mensagem terminou com um apelo à inspiration das crianças para uma sociedade mais humana, mais justa e mais solidária, e com votos de um Dia Mundial da Criança feliz a todas as crianças e às suas famílias.
Entre na conversa da comunidade