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Greve geral nos Açores pode afectar seriamente os serviços públicos, diz CGTP/IN

Greve geral nos Açores pode deixar serviços públicos essenciais seriamente afetados e prejudicar transportes aéreos, com adesão que pode igualar a de 11 de dezembro

CGTP protesta contra pacote laboral
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  • A CGTP-IN/Açores afirma que os serviços públicos vão ser seriamente afetados na greve geral de três de junho.
  • O sindicato admite que a adesão na região pode ser semelhante à greve de 11 de dezembro.
  • Os transportes aéreos devem ficar afetados e algumas indústrias poderão encerrar unidades ou funcionar a ritmo reduzido.
  • Estão previstas concentrações nas cidades da Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, com horários locais anunciados.
  • A greve generalista decorre contra alterações à lei laboral, após o Governo ter apresentado a proposta e ter encerrado as negociações sem acordo.

A CGTP-IN/Açores advertiu que os serviços públicos podem ficar «seriamente afetados» durante a greve geral marcada para 3 de junho na região. A avaliação foi apresentada em conferência de imprensa pelo coordenador regional Rui Teixeira, que comparou a adesão com a paralisação de 11 de dezembro do ano passado.

Segundo Teixeira, a recusa face ao pacote laboral aprovado em julho de 2025 foi generalizada naquele têm de dezembro, e os efeitos verificaram-se por toda a região, tanto no setor público como no privado. Na próxima paralisação, prevê-se impacto significativo nos serviços essenciais dos Açores.

A vigência da greve também deverá afetar, previsivelmente, os transportes aéreos e poderá induzir alterações na laboração de algumas unidades industriais, com encerramentos parciais ou redução de ritmo. A CGTP-IN/Açores descreve o movimento como um passo decisivo para contestar o pacote laboral na íntegra.

Contexto e adesão

A estrutura açoriana contesta a narrativa de que o Governo da República apresenta uma reforma moderna, defendendo que o pacote mantém traços de rigidez laboral antigo, com cortes de direitos e maior precariedade. A CGTP-IN acusa também o Governo Regional de silêncio e de não reunir com a entidade desde outubro do ano passado.

A organização confirmou concentrações nas várias ilhas: Horta (Faial), Angra do Heroísmo (Terceira) e Ponta Delgada (São Miguel), com horários marcados para as 10:30 locais, exceção para Lisboa, às 11:30 no Largo Duque de Ávila e Bolama. O pré-aviso de greve foi entregue para 3 de junho, após negociações com o Governo terminarem sem acordo.

Vários sindicatos de setores diversificados já anunciaram adesão, com especial ênfase na função pública, saúde, educação, transportes, aviação e comércio. O objetivo é pressionar alterações à lei laboral através de mobilização regional e nacional.

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