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Trabalhadores da EMEL iniciam greve parcial de 22 a 25 de junho

Greve parcial na EMEL (22 a 25 de junho) avança por revisão salarial digna, rejeita 25 euros e exige 150 euros, incluindo diuturnidades

EMEL
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  • Trabalhadores da EMEL vão realizar uma greve parcial de 22 a 25 de junho, com duas horas de duração diárias, após plenário nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa.
  • Exigem uma revisão salarial digna, propondo um aumento de 150 euros, que consideram mais adequado do que a proposta de 25 euros apresentada pelo Conselho de Administração.
  • A resolução foi entregue à Câmara Municipal de Lisboa (CML), acionista única da EMEL, para retomar as negociações do Caderno Reivindicativo da empresa.
  • O Conselho de Administração, presidido por Carlos Silva, informou não ter capacidade para aumentar mais do que 25 euros, o que foi visto como inadequado pelos trabalhadores, que alegam lucros e investimentos na cidade.
  • Cerca de 100 trabalhadores participaram no plenário, num total de 800, e os trabalhadores apoiam a participação na greve geral convocada para 3 de junho. Um novo plenário está marcado para 26 de junho nos Paços do Concelho.

Os trabalhadores da EMEL, empresa municipal de mobilidade e estacionamento de Lisboa, aprovaram em plenário nos Paços do Concelho da Câmara Municipal a realização de uma greve parcial de 22 a 25 de junho. O objetivo é exigir uma revisão salarial digna e retomar as negociações do Caderno Reivindicativo da empresa, com uma proposta séria de aumento.

O texto aprovado foi entregue à Câmara Municipal de Lisboa, acionista única da EMEL, para exigir o reinício das negociações. O sindicalista Orlando Gonçalves (CESP) destacou que a atual proposta de aumento de 25 euros é inadequada, representando cerca de 0,5% do orçamento da EMEL.

Apoiado por cerca de 100 trabalhadores em plenário, o grupo reclamou por um aumento de 150 euros, apontando que existem outras matérias no Caderno Reivindicativo, como trabalho noturno, penosidade e a implementação das diuturnidades, promessa que o Conselho de Administração já assumiu mas ainda não cumpriu.

Antes da reunião, em 21 de maio, os trabalhadores já tinham entregue um abaixo-assinado com mais de 350 assinaturas e uma resolução dirigida ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, solicitando medidas rápidas nas negociações.

Durante o encontro, os representantes da EMEL estiveram presentes nos Paços do Concelho, com o presidente do Conselho de Administração, Carlos Silva, que afirmou não ter capacidade para aumentar o salário além dos 25 euros. Os trabalhadores consideraram a posição como inadequada, alegando lucros e investimentos significativos da empresa com o dinheiro da EMEL.

(continuidade) Diante da posição do Conselho de Administração, os trabalhadores aprovaram uma nova greve parcial de duas horas diárias entre 22 e 25 de junho e agendaram um plenário para 26 de junho, também nos Paços do Concelho. O objetivo é abrir espaço para uma proposta valorizadora da antiguidade e melhorias laborais.

Os trabalhadores reiteraram que o foco é negociação séria, com condições que valorizem o trabalho realizado. O grupo também mencionou apoio à greve geral convocada para 3 de junho, sem que isso signifique adesão a qualquer linha de atuação além da luta por condições justas.

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