- Greve geral marcada para 3 de junho dá adesão a vários setores, com a CGTP-IN a convocar e a UGT a manter-se à margem.
- Transportes: adesão anunciada pela FECTRANS; serviços mínimos definidos para a Carris (carreiras específicas), CP, Metro de Lisboa e outros operadores.
- Saúde: médicos, enfermeiros e organizações de empregados da área anunciam Participação, com paralisação de 24 horas para os enfermeiros.
- Educação: docentes mobilizados, com Fenprof a confirmar adesão; pré-aviso do SNESup para docentes e investigadores de várias instituições de ensino.
- Outros setores: operações de telecomunicações, serviços municipais (STAL) e arquitetura (Sintarq) também aderem; o parque industrial Autoeuropa aprovou apoio à greve; a AIMA tem paralisação de quatro dias prevista pelo STM.
Ontem houve nova escalada na greve geral marcada para 3 de junho, com adesões em vários setores. A mobilização foi convocada pela CGTP-IN a 1 de maio e, esta semana, a UGT limitou a participação, mantendo-se à margem do protesto contra a nova lei laboral aprovada em Conselho de Ministros.
A greve envolve transportes, saúde, educação e telecomunicações, entre outros. Os movimentos apontam para impactos em serviços mínimos e interrupções em várias áreas da administração pública e privada. Em alguns setores, a adesão já é visível na prática.
Transportes
A FECTRANS declarou adesão, classificando o pacote laboral como ataque aos direitos dos trabalhadores. Vários operadores anunciaram pré-avisos, com foco em serviços como o Metropolitano de Lisboa, Carris, Transtejo/Soflusa, Fertagus e CPT. Os serviços mínimos na Carris estão definidos por tribunal arbitral.
Transportes (continuação)
A CP publicou os serviços mínimos que vão manter parte da operação. Em Lisboa, a Carris terá funcionamento mínimo em algumas carreiras, com horários core definidos para certas janelas. A greve pode afetar ainda o Metro Mondego, Metro do Porto e outros operadores.
Saúde
Profissionais de várias áreas da saúde, incluindo médicos e enfermeiros, aderem à greve. A FNAM coordena a participação de médicos de várias regiões, com críticas a horários extensos e condições laborais. Os enfermeiros também entraram em paralisação com serviços mínimos assegurados.
Educação
Docentes e investigadores de ensino superior entram em greve. A Fenprof mobiliza professores, enquanto o SNESup indicou pré-aviso para docentes e investigadores de universidades, politécnicos e instituições associadas. O movimento visa alterações à carreira e à legislação laboral.
Telecomunicações
O setor de telecomunicações prevê adesão expressiva, com impactos nos call centers. O Sinttav e o STT emitiram avisos de greve que abrangem trabalhadores em regimes precários, outsourcing e contratos a prazo, citando condições laborais instáveis.
Administração Local e serviços ligados
Trabalhadores de serviços municipais, representados pelo STAL, devem ser afetados pela adesão. O STARQ também integrou a paralisação, destacando impactos em autarquias e no setor autárquico. O movimento envolve ainda trabalhadores de arquitetura.
Outros setores
O protesto já contou com apoio de setores da comunicação social, com o Sindicato dos Jornalistas a apelar à adesão. O parque industrial da Autoeuropa aprovou, por unanimidade, o apoio à greve. O STM anunciou paralisação de quatro dias na AIMA, refletindo a ampliação da mobilização.
Os organizadores destacam que a greve visa frear o que classificam como pacote laboral de impacto profundo. As entidades que apoiam o movimento frisam a importância de defender direitos, salários e condições de trabalho.
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