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Prestação Social Única recebe críticas da CGTP e dúvidas de especialistas

Prestação Social Única, que unifica treze apoios sociais, atrai críticas da CGTP e dúvidas de especialistas sobre execução e impacto prático

PSU foi apresentada na sexta-feira pela ministra da Segurança Social, Maria do Rosário da Palma Ramanlho
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  • A Prestação Social Única (PSU) vai juntar 13 apoios sociais num único regime a partir de agosto, apresentada na sexta-feira pela ministra da Segurança Social.
  • O sociólogo Luís Capucha considera a ideia boa na prática é pouco exequível, devido à complexidade de operacionalização.
  • A CGTP classifica a PSU como inaceitável, criticando a ideia de transformar várias prestações distintas em um único regime para responder a quem mais precisa.
  • O Governo admite que alguns beneficiários poderão ter de cumprir funções de trabalho, através de trabalho social, princípio que já existe para a comunidade.
  • A medida recebeu críticas de partidos de esquerda (Livre, PCP, BE e PAN), que levantam dúvidas sobre fundos do Plano de Recuperação e Resiliência e objetivos da União Europeia.

A Prestação Social Única (PSU) vai unificar 13 apoios sociais num único rendimento, a partir de agosto deste ano. A medida foi apresentada na sexta-feira pela ministra da Segurança Social, Maria do Rosário da Palma Ramanlho, em Portugal. O Governo defende simplificar o acesso e reduzir burocracia.

Especialistas divergem sobre a viabilidade prática. O sociólogo Luís Capucha considera a ideia boa na essência, mas pouco exequível na prática, devido à complexidade de operacionalizar a unificação dos 13 regimes. O risco apontado é a possibilidade de inviabilizar os objetivos do Governo.

Críticas e posições sindicais

Alguns partidos da esquerda recusam a medida, apontando que pode implicar obrigatoriedade de trabalho para beneficiários. O alinhamento com o princípio de serviço comunitário já era uma prática antiga, segundo o docente.

A CGTP manifestou críticas, afirmando que a PSU pode deturpar o conjunto de prestações existentes, aproveitando fundos do PRR e alinhando-se com intenções da UE. A organização refere que as regras de subsídios de desemprego e velhice ficariam alvo de alterações.

A discussão envolve ainda o objetivo de responder de forma eficaz às necessidades mais urgentes, sem prejudicar a diversidade de regras entre os apoios atuais. A PSU está em análise para deliberação ao longo do próximo trimestre.

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