- Maria José Ribeiro, de 90 anos, é portuense nascida em Lisboa e lutadora antifascista.
- Foi detida e torturada pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) durante o regime.
- É co-fundadora do Movimento de Defesa das Mulheres, ainda na vigência da ditadura.
- A antiga casa da PIDE, na rua do Heroísmo, 329, no Porto, serviu de sede e de prisões arbitrárias durante 38 anos.
- Entre 1936 e 26 de abril de 1974, mais de 7600 presos passaram pelas instalações; pelo menos dois morreram lá.
Maria José Ribeiro, mulher de 90 anos, recorda com pertinência a época em que a PIDE detinha prisões políticas. A portuense, antifascista, afirma ter passado 10 meses na prisão, frase que descreve como pareceram anos.
Detentora de uma activa participação cívica, foi co-fundadora do Movimento de Defesa das Mulheres, ainda no tempo do regime. A experiência na PIDE persiste como memória central da sua vida pública.
A antiga casa burguesa no 329 da Rua do Heroísmo, no Porto, funcionou como sede da polícia entre 1936 e 1974. Ali ocorreram detenções arbitrárias, abusos e tortura física e psicológica.
Contexto histórico da PIDE
Entre 1936 e 1974, mais de 7600 presos políticos passaram pelos calabouços da polícia do Estado Novo. As instalações registaram ao menos duas mortes durante o período, com muitos detidos a sair ligados a fios de vida.
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