- Trabalhadores da Saica Pack Portugal realizaram uma greve de 24 horas na unidade de Ovar, com paralisação que abrangeu também Lisboa e Marinha Grande; adesão em Ovar ficou em torno de 90%, segundo o SITE Centro-Norte.
- O protesto aponta falta de valorização salarial e de negociação do caderno reivindicativo, exigindo aumentos reais que dignifiquem os trabalhadores.
- A administração afirma ter negociado de boa-fé e com transparência, rejeitando críticas de falta de diálogo.
- A empresa diz que, em 2026, foram aplicados aumentos entre 3,84% e 6,47%, valores que, segundo defesa, superam em mais de 19% a inflação dos últimos quatro anos. Em termos gerais, afirma ter triplicado a inflação nesses anos.
- A administração justifica diferenças salariais entre unidades por razões objetivas, apontando que a fábrica de Ovar recebeu os aumentos mais elevados.
Os trabalhadores da Saica Pack Portugal realizaram uma greve de 24 horas nesta sexta-feira, abrangendo as unidades de Ovar, Lisboa e Marinha Grande. O protesto decorreu em modo de paralisação para exigir aumentos salariais que dignifiquem o trabalho, com concentrações em frente às instalações da empresa.
Em Ovar, a adesão à greve foi estimada em cerca de 90%, segundo o SITE Centro-Norte. A manifestação foi acompanhada por uma resolução do protesto que aponta que os salários não acompanham o aumento real do custo de vida e distingue uma falta de valorização da antiguidade, experiência e polivalência dos trabalhadores.
O sindicato acusa a empresa de não promover uma negociação efetiva do caderno reivindicativo, considerando que houve uma imposição da vontade patronal. Os trabalhadores reiteram a exigência de aumentos justos e solicitam respeito pelas estruturas representativas.
Resposta da administração
A Saica Pack Portugal afirma ter negociado de boa-fé e com transparência, contrariamente às críticas recebidas. Em 2026, a empresa diz ter aplicado aumentos entre 3,84% e 6,47%, variando por unidade, e alega que os valores superam em mais de 19% a inflação dos quatro anos recentes.
A administração ressalva ainda que a fábrica de Ovar registou os aumentos mais elevados, justificados por diferenças salariais entre as unidades com base em razões objetivas. A comunicação pública reforça o compromisso com a negociação e com o equilíbrio entre as diferentes unidades.
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