- Moradores do Vale de Chelas, no Bairro Horizonte, na Penha de França, criticam a proposta de habitação de renda acessível por apresentarem “volumetria excessiva”.
- Pede-se a redução de três pisos em dois lotes para evitar que os edifícios tapem as vistas a partir do miradouro.
- Os moradores também defendem a relocalização da intervenção para manter a vista para o rio.
- A Câmara de Lisboa anuncia aquela área como epicentro da urbanização de renda acessível entre as Olaias e o cemitério do Alto de São João.
- A intervenção poderá alterar de forma significativa o território, hoje considerado desqualificado.
Moradores do Vale de Chelas contestam a altura prevista para os novos edifícios de renda acessível, pedindo a redução de três pisos em dois lotes e a sua relocalização para preservar a vista do rio a partir de um miradouro. O caso instala-se junto ao Bairro Horizonte, na Penha de França, em Lisboa.
A moradora Adelina Silva, de 58 anos, expressou surpresa com a chamada “volumetria excessiva” que poderá encadear as casas do bairro. Alojada junto à Rotunda do Vale de Chelas, vê os edifícios como potencialmente demasiado altos para a linha de moradias existente.
O empreendimento, elaborado pela Câmara Municipal de Lisboa, deverá avançar na área entre as Olaias e o cemitério do Alto de São João, e não se resume a uma simples habitação. A autarquia descreve-o como parte de uma urbanização de renda acessível com impacto profundo no território.
A solicitação de redução de altura e realinhamento persiste para mais perto do miradouro, com o objetivo de manter a visibilidade do rio. Os residentes pretendem manter o equilíbrio entre habitação digna e qualidade de vistas e ambiente público.
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