- A CDU de Sintra vai promover uma concentração pública na Praia Grande no domingo, a partir das 11h, contra o estacionamento pago na zona costeira.
- A medida, prevista para avançar a partir de segunda-feira também na Praia das Maçãs, é considerada pela coligação como entrave ao direito ao lazer e ao acesso à costa.
- A CDU sustenta que o estacionamento pago penaliza famílias e prejudica o comércio local, limitando a mobilidade e o usufruto do concelho.
- A empresa municipal de estacionamento (EMES) confirmou que o estacionamento junto à Praia Grande e à Praia das Maçãs será tarifado entre 1 de junho e 30 de setembro, com exceções para residentes, comerciantes e mobilidade reduzida.
- Em abril, a Assembleia de Colares aprovou moções contra o pagamento de estacionamento nas praias, enquanto a EMES detalha a criação de bolsas de estacionamento de duração limitada entre 8h e 20h.
A CDU de Sintra confirmou uma concentração pública para este domingo na Praia Grande, junto ao mar, para contestar o estacionamento pago nas zonas balneares do concelho. O evento começa às 11h e é aberto a quem se quiser associar.
A coligação PCP e PEV sustenta que o pagamento do estacionamento restringe o direito ao lazer e impede o acesso livre à costa portuguesa, especialmente para famílias com menos recursos. Em comunicado, é defendida a ideia de que o lazer não pode tornar-se um privilégio económico.
A concentração ocorre num contexto de planeamento municipal que prevê o início do estacionamento tarifado a partir de segunda-feira, também na Praia das Maçãs. A medida pretende gerir o fluxo de veículos durante a época balnear.
Medidas de estacionamento
A Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra (EMES) adianta que o acesso junto à Praia Grande e à Praia das Maçãs ficará sujeito a tarifas de 1 de junho a 30 de setembro, com zonas de parquímetros. Há zonas gratuitas em frente ao hotel Arribas e em terra batida.
O presidente da Câmara Municipal, Marco Almeida (PSD), lançou a proposta para criar zonas tarifadas com limites de até quatro horas. A ideia foi aprovada por uma maioria que integra PSD, uma vereadora independente e Chega.
A EMES explica que o objetivo é disciplinar o estacionamento desordenado, promovendo um ambiente mais seguro e convidativo para quem frequenta as praias. No total são criados 160 lugares entre as praias Grande e das Maçãs.
Reações e contexto
As assembleias de freguesia aprovaram moções contra a tarifação, com a participação de PS, CDU, IL e Chega, embora a oposição do PSD. Mantém-se o debate sobre a consulta pública e a necessidade da análise de impacto.
Na arena pública online, surgem petições contra o estacionamento pago nas Praias das Maçãs e Grande, reunindo milhares de subscritores que alertam para a restrição de acesso à costa e custo adicional aos residentes.
A CDU persiste na mobilização, recordando que, em 2014, uma iniciativa similar foi travada pela mobilização popular. A coligação sublinha ainda que o espaço público é um bem comum que pode ser afetado pela privatização de zonas tarifadas.
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