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Maioria dos jovens adia casa e filhos por questões financeiras

Em Portugal, 57% da geração Z e 65% dos millennials adiam decisões como casar ou ter filhos por razões financeiras, com o custo de vida a dominar as preocupações

O custo de vida continua a ser a principal preocupação dos jovens
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  • Mais de metade da geração Z (55%) e dos millennials (52%) adiam grandes decisões por questões financeiras; em Portugal, são 57% da geração Z e 65% dos millennials.
  • O custo de vida é a principal preocupação global (38% geração Z; 42% millennials) e em Portugal (51% geração Z; 50% millennials).
  • A habitação influencia fortemente as decisões profissionais: globalmente, 69% da geração Z e 64% dos millennials dizem que afecta onde trabalham; em Portugal, 81% da geração Z e 78% dos millennials indicam esse entrave.
  • Em Portugal, 57% da geração Z e 41% dos millennials dizem não ter possibilidade de comprar casa própria; quase metade dos millennials (46%) enfrenta dificuldades em pagar as despesas mensais.
  • Liderança não é prioridade imediata: cerca de 6% da geração Z e dos millennials apontam-na como objetivo principal; globalmente, 76% da geração Z e 67% dos millennials dizem ter interesse em cargos de liderança no futuro, enquanto em Portugal é 63% da geração Z e 61% dos millennials.

A maioria dos jovens adiou decisões importantes por motivos financeiros. Geração Z (55%) e Millennials (52%) dizem ter adiado casar, ter filhos, iniciar negócios ou estudar, influenciados pela sua situação económica. Em Portugal, os números sobem: 57% Z e 65% Millennials.

O levantamento é o Inquérito Geração Z e Millennial de 2026 da Deloitte, com 22.595 respostas a nível global. Portugal teve 406 participantes, 203 da geração Z e 203 millennials, entre 1995-2007 e 1983-1994, respetivamente.

Pelo quinto ano, o custo de vida está no topo das preocupações. Globalmente, 38% da Z e 42% dos Millennials citam-no; em Portugal, 51% da Z e 50% dos Millennials referem-no como entrave.

A habitação é tema central: 69% da Z e 64% dos Millennials reconhecem que este fator condiciona decisões profissionais e locais de trabalho.

Entre os portugueses, 81% da Z e 78% dos Millennials dizem que o preço da casa é um obstáculo; 57% da Z e 41% dos Millennials não têm possibilidade de comprar casa própria. Quase metade dos Millennials enfrenta dificuldades em pagar despesas mensais.

Apesar disso, há perspetiva de melhoria: globalmente, 53% da Z e 45% dos Millennials prevêem melhoria financeira nos próximos 12 meses.

Liderança não é a prioridade

Quando questionados sobre o trajeto profissional ideal, 44% da Z e 46% dos Millennials desejam progresso estável. Apenas 25% e 21% preferem avanços rápidos. O relatório explica que isso reflete cautela face aos compromissos da liderança.

Cerca de um quinto admite mover-se lateralmente ou aceitar cargos inferiores para ganhar experiência e sustentar sucesso futuro.

Pouco mais de 6% de ambas as gerações consideram a liderança a prioridade. Medos de stress e burnout, responsabilidade elevada e equilíbrio entre vida pessoal e profissional aparecem entre os principais motivos.

Salários mais altos, horários flexíveis e melhor clareza de caminhos dentro da empresa surgem como incentivos para cargos de liderança. No global, 76% da Z e 67% dos Millennials dizem ter interesse em liderar algum dia.

Em Portugal, 63% da Z e 61% dos Millennials demonstram interesse em liderar no futuro, mas apenas 6% e 4% apontam a liderança como prioridade. Objetivos nacionais incluem equilíbrio entre vida e trabalho, independência financeira e estabilidade.

Stress diário persiste

Sentido de propósito no trabalho é crucial: 96% da Z e 97% dos Millennials consideram-no importante para satisfação.

A saúde mental mostra melhoria desde 2025: 63% da Z e 66% dos Millennials avaliam-na como boa ou excelente, frente a 52% e 58% no ano anterior. Em Portugal, os percentuais são 57% e 55%.

Mesmo assim, o stress persiste: 34% da Z e 30% dos Millennials mostram ansiedade ou tensão frequentes, com quase metade dos jovens portugueses admitindo o mesmo.

No local de trabalho, os principais gatilhos de stress são jornadas longas, falta de reconhecimento e uma cultura potencialmente tóxica. A perceção de melhoria é elevada, com 65% a afirmar existir políticas de saúde mental nas empresas.

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