- O presidente da República, António José Seguro, pediu fim à “cultura de desorganização” e ao “jogo de culpas” na política, defendendo mudanças de mentalidade que promovam confiança, método e planeamento.
- Apontou três mudanças: confiar, focar na solução e organizar.
- Reforçou preocupações sobre a comunicação social, em contexto de redes sociais e IA, defendendo jornalismo livre e plural.
- Considerou que o modelo de cobertura que privilegia o conflito amplifica a desorganização e o paralelismo de políticas públicas.
- Propôs uma cultura de organização como segunda mudança, destacando que o improviso tem limites e que projetos e talentos dependem de previsibilidade e institucionais estáveis.
O presidente da República, António José Seguro, defendeu que o país precisa de mudanças de mentalidade para promover confiança, método e planeamento, pondo fim à cultura de desorganização e ao jogo de culpas na política. Disse isto numa cerimónia do 10º aniversário do jornal Eco, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Seguro explicou que é necessário mudar algo em cada um de nós, para tornar o país mais estável. Referiu três mudanças essenciais: confiar, focar na solução e organizar as ações. O discurso abordou ainda a comunicação social e o impacto das redes sociais e da IA.
Na intervenção, o chefe de Estado evidenciou que o país deve decidir o que quer para ter um jornalismo livre e plural, com responsabilidade dos meios de comunicação na cobertura de conteúdos. Adiantou que o modelo atual de conflito amplifica a paralisia social e política.
Contexto e mudanças propostas
O Presidente aponta para a construção de uma cultura de confiança como base para parcerias que aumentem a competitividade da economia, sublinhando que não depende de leis, mas de exemplos e instituições estáveis. A segunda mudança é eliminar a cultura de culpados que atrasa soluções.
Quanto ao jornalismo, Seguro disse que pode ser parte do problema ou da solução, dependendo das escolhas diárias dos profissionais. A terceira mudança, transversal, é a cultura de organização: improviso tem limite e não traz previsibilidade suficiente.
O Presidente afirmou ainda que Portugal tem uma capacidade de improviso e solidariedade, mas que o investimento e os projetos demandam previsibilidade. Futuro, disse, constrói-se com método, planeamento e instituições que funcionem de forma consistente.
Sobre a comunicação social, o chefe de Estado alertou para a pressão atual causada pelas redes, pelos algoritmos que não distinguem verdade de mentira e pela IA capaz de simular vozes e fabricarem imagens. A resposta, concluiu, não é baixar o padrão, mas elevar a ambição.
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