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Mais de 1,5 milhões de fiéis iniciam o Hajj, acordo com o Irão em suspenso

Mais de 1,5 milhões de fiéis iniciam o Hajj sob incerteza sobre acordo de paz com o Irão e com alertas de calor intenso

Peregrinos muçulmanos circundam a Kaaba na Grande Mesquita, em Meca, 24 de maio de 2026
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  • Mais de 1,5 milhões de fiéis iniciaram o Hajj em Meca, Arábia Saudita, com o contexto de uma possível melhoria nas negociações de paz com o Irão em suspenso.
  • Peregrinos partiram para Mina após o tawaf em torno da Caaba; as temperaturas chegaram a 45 graus Celsius e as autoridades recomendam sombra para evitar exaustão.
  • O início do Hajj coincidiu com declarações contraditórias do presidente dos Estados Unidos sobre um cessar-fogo com o Irão e a reabertura do Estreito de Ormuz, com Trump a usar a Truth Social.
  • As autoridades sauditas afirmam manter o conflito afastado dos visitantes e exibiram defesas aéreas perto de Meca para proteger os peregrinos.
  • O Hajj é obrigatório para muçulmanos com meios; o ponto alto ocorre no Monte Arafat, a cerca de dez quilómetros de Mina, após etapas em Kaaba, Safa e Marwa.

Mais de 1,5 milhões de fiéis muçulmanos iniciaram esta segunda-feira a ocuparem a vasta cidade de tendas em Mina, na Arábia Saudita, para a peregrinação anual do Hajj. O contexto envolve esperança de uma fase de paz com o Irão, apesar de o cessar-fogo permanecer instável.

Os peregrinos, trajados de branco, chegaram ao acampamento de Mina depois de cumprirem o tawaf, que consiste em dar sete voltas à Kaaba na Grande Mesquita de Meca. O calor intensificou-se, com temperaturas que atingiram 45 graus Celsius na região.

As autoridades de saúde sauditas apelaram a guarda-sóis e a reduzir a exposição ao sol para evitar exaustão pelo calor, numa edição marcada pela preparação para manter o evento seguro face ao conflito regional em curso.

Contexto global e contexto de segurança

O início do Hajj coincideu com sinais contraditórios vindos de Estados Unidos sobre um possível prolongamento de um cessar-fogo com o Irão e uma reabertura do Estreito de Ormuz. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, via Truth Social, que o acordo com o Irão dependeria de condições claras, sem confirmação de um cessar-fogo definitivo.

Em território saudita, as autoridades mostraram capacidade de resposta, com o Ministério da Defesa a divulgar imagens de baterias de defesa aérea perto de Meca. Parte da comunicação oficial salienta que as defesas protegem o céu sobre os locais sagrados e asseguram a tranquilidade dos peregrinos.

Peregrinos de várias nacionalidades destacaram a esperança de que a paz prevaleça, apontando que a guerra no Irão afeta o mundo inteiro. Entre eles, o egípcio Mohammed Chahada, de cerca de 50 anos, indicou que o sonho de realizar o Hajj é uma prioridade de longa data e que este ano se tornou realidade.

O Hajj é um dos cinco pilares do Islão e deve ser realizado, quando possível, por todos os fiéis que têm meios. O ritual principal envolve a peregrinação ao Monte Arafat, depois de percorrer Mina, e inclui etapas como o tawaf ao redor da Kaaba e o percurso entre Safa e Marwa.

Rituais e preparação para o Hajj

Os peregrinos seguem ainda para o Monte Arafat, a cerca de 10 quilómetros de Mina, onde se acredita ter sido proferido o último sermão do profeta Maomé. O evento atrai fiéis de todo o mundo, incluindo o Irão, apesar das tensões regionais.

Entre os fiéis, muitos descrevem a jornada como um marco de fé pessoal e espiritual. A assistência logística envolve medidas para lidar com as altas temperaturas, com foco na segurança e no bem-estar durante os rituais.

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