- Morreu hoje, aos 93 anos, o arquitecto Filipe Lopes, antigo director municipal de Reabilitação Urbana de Lisboa, na capital portuguesa.
- Nascido em 1933 em Armentières, cresceu em Lisboa e formou-se em Arquitectura e Urbanismo em Paris (1962).
- Desempenhou funções na Câmara de Lisboa e na EPUL, destacando-se pela reabilitação de cerca de oito mil habitações nos bairros históricos e pela criação de faixas para transportes públicos em 1975.
- Foi director municipal de Reabilitação Urbana entre 1990 e 2000, liderando a recuperação de áreas como Alfama, Mouraria, Bairro Alto e Madragoa.
- Entre os legados, destacou-se a defesa do património edificado, a gestão descentralizada da cidade e a promoção da integração entre habitação, mobilidade e ambiente.
Filipe Lopes, antigo director municipal de Reabilitação Urbana de Lisboa, morreu hoje aos 93 anos, na capital. A família confirmou à Lusa a informação. O arquitecto nasceu em Armentières, em 1933, e viveu grande parte da vida em Lisboa.
Formou-se em Arquitectura e Urbanismo pela Escola de Belas Artes de Paris e pelo Instituto do Urbanismo da Sorbonne, em 1962. Registou uma carreira pública marcada pela intervenção nos bairros históricos da cidade e pela requalificação urbana.
Ao longo dos anos, coordenou a reabilitação de cerca de oito mil habitações nos bairros centrais. Esteve ainda ligado ao SAAL e publicou iniciativas para conter a especulação de terrenos. Em 1975 criou faixas para transportes públicos.
Trajetória e legado
Foi director municipal de Reabilitação Urbana entre 1990 e 2000, orientando projetos nos bairros de Alfama, Mouraria, Bairro Alto, Madragoa e outros. Destacou-se pela promoção de uma gestão descentralizada e integrada.
Entre os seus projetos emergem intervenções no Convento das Bernardas, em Madragoa, e ações de renovação que visaram habitação e serviços. A atuação incluiu a criação de EPUL para habitação acessível.
Reconhecimento institucional
A Ordem dos Arquitectos descreve Filipe Lopes como figura-chave na gestão urbanística de Lisboa, com visão de planeamento integrada. Defendeu a preservação do património edificado e o respeito pelas pré-existências.
Segundo biografias, Lopes promovia a transdisciplinaridade entre equipas, integrando conhecimento técnico com as necessidades da população. A sua atuação é associada a uma visão social aprofundada da cidade.
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