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Secretário-geral adjunto do MAI demite-se após ministro ignorar denúncias no SIRESP

Secretário-geral adjunto do MAI demite-se após alegações de irregularidades na Siresp; Governo nomeia novamente o general Paulo Viegas Nunes para a presidência

Ministério da Administração Interna
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  • O secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna solicitou exoneração da função na passada sexta-feira, alegando que o ministro Luís Neves ignorou denúncias contra o General Paulo Viegas Nunes.
  • Na mesma data, o Governo nomeou o General Paulo Viegas Nunes novamente para presidir a Siresp SA, cargo que já tinha exercido entre 2022 e 2024.
  • António Pombeiro aponta “graves irregularidades” e afirma que, em novembro de 2024, o diretor técnico da Siresp, Carlos Leitão, adjudicou por ajuste direto um contrato de 12 mil euros à empresa da esposa.
  • O denunciante sustenta ainda que, quando Leitão se preparava para sair da SIRESP, um dos consultores propostos pela mulher seria este mesmo elemento, o que configuraria continuidade de pagamento via a empresa da esposa.
  • Pombeiro indica não se rever neste tipo de conduta e alerta para o risco de os intervenientes regressarem a posições de influência.

O secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna pediu a exoneração de funções na passada sexta-feira, após o ministro Luís Neves alegadamente ter ignorado denúncias contra o General Paulo Viegas Nunes. O pedido coincide com a nomeação, na mesma data, do general à presidência da Siresp SA, cargo que já exerceu entre 2022 e 2024.

Pomboeiro aponta ao general uma série de irregularidades graves, segundo é referido. Entre elas, o contrato de 12 mil euros adjudicado por ajuste direto ao consultor da mulher do diretor técnico da Siresp, Carlos Leitão, em novembro de 2024.

Além disso, quando Leitão se preparava para deixar a SIRESP, o consultor proposto pela mulher seria o próprio, o que implicaria pagamento através da empresa da esposa. Estas acusações são apresentadas em email enviado ao ministro, no qual o secretário-geral adjunto afirma não reconhecer este tipo de conduta.

António Pombeiro adianta que “não se revê” nas condutas descritas, alertando para o risco de estes intervenientes regressarem a posições de influência. A exoneração de Pombeiro está prevista para a próxima sexta-feira, mantendo o foco no debate sobre governança na Siresp SA.

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