Milhares de pessoas manifestaram-se em Madrid neste domingo contra o aumento das rendas e a dificuldade de acesso à habitação própria, marcando o arranque de uma vaga de mobilizações em 24 cidades espanholas. A marcha partiu do Paseo del Prado, às 12h20 locais, em direção à Rua Sevilha, sob protestos contra a escalada dos preços dos imóveis.
A iniciativa foi promovida pelo Sindicato dos Inquilinos de Madrid e contou com o apoio de sindicatos e coletivos diversos. Entre os participantes estiveram os secretários-gerais dos sindicatos CCOO e UGT, Unai Sordo e Pepe Álvarez, bem como figuras políticas locais.
Ao longo do percurso, a mobilização de Madrid juntou visões distintas sobre a habitação. Portavoz Alicia del Río do Sindicato dos Inquilinos afirmou que a situação atual é de custo de vida para quem procura habitação, defendendo a desobediência civil como resposta à especulação imobiliária.
Ações de apoio foram salientadas na organização, com a participação de representantes de partidos de esquerda, incluindo o PSOE-M, Podemos e associadas coletivas. A adesão sinaliza uma frente ampla em torno do acesso à habitação a preços estáveis.
O protesto em Madrid abre uma onda de mobilizações planeadas até 28 de Junho, em cidades como Barcelona, Málaga, Valência e Las Palmas. Organizações como a Coordenação Estatal pela Defesa do Sistema Público de Pensões e grupos feministas também apoiam as marchas.
A crise da habitação em Espanha persiste como tema central da agenda política, refletindo transporte de população, turismo e aumento de rendas. Analistas apontam que o país tem tradição de propriedade elevada, com oferta de habitação acessível ainda insuficiente para arrendamento.
No dia anterior, várias dezenas de milhares de pessoas já se concorreram a protestos contra o governo de Pedro Sánchez. No mês anterior, o Governo aprovou um plano de 7 mil milhões de euros para habitação acessível, com foco em jovens inquilinos e compradores.
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