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Odivelas intervém em bairros ilegais perto de Lisboa; 30% das casas podem desabar

Plano de intervenção de Odivelas junto a Lisboa pode implicar demolição de até 30% das casas, em zonas de declive com instabilidade geotécnica

Bairro Quinta da Serra integra a área urbana de génese ilegal (AUGI) que a Câmara de Odivelas está a legalizar
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  • Odivelas lançou um Plano de Pormenor para a Vertente Nascente do Olival Basto, visando arrumar construções em zonas de declive com insegurança geotécnica, onde cresce o mercado de arrendamento.
  • Cerca de 30% das casas na área podem vir a ser derrubadas no âmbito desta intervenção.
  • A área foca-se numa encosta junto à A8, entre o Nó de Frielas e a Calçada de Carriche, onde se observam aglomerados de construções precárias que ligam a auto-estrada à CRIL.
  • A zona marca a fronteira entre os concelhos de Odivelas e Lisboa, estendendo-se até Loures.
  • O objetivo é ordenar o território e melhorar as condições urbanas na região.

Odivelas intervém em bairros ilegais junto a Lisboa, com um plano que visa ordenar a vertente nascente do Olival Basto. O objetivo é corrigir construções em zonas de declive e com risco geotécnico, onde o mercado de arrendamento prospera entre estruturas precárias. A iniciativa busca clarificar a ocupação do solo na fronteira entre Odivelas e Lisboa.

O plano, designado Plano de Pormenor da Vertente Nascente do Olival Basto, aborda áreas junto à A8, no troço entre o Nó de Frielas e a Calçada de Carriche. A intervenção pretende reorganizar densidades habitacionais e reduzir risco para residentes, bem como regularizar assentamentos informais.

Segundo os dados disponíveis, uma parcela relevante das casas pode sofrer demolição. Aproximadamente 30% das habitações avaliadas encontram-se em áreas de maior vulnerabilidade geotécnica e devem ser alvo de reestruturação ou realojamento, conforme as avaliações técnicas.

Aos olhos das autoridades, a matéria envolve também dinâmicas de ocupação informais e de arrendamento entre os fogos da encosta. O projeto pretende contribuir para uma resposta urbanística sustentável, conciliando proteção de pessoas com a requalificação do território.

Plano de implementação e impactos

O documento detalha etapas de implementação, prazos e critérios de desfazimento de estruturas, bem como critérios de realojamento. A coordenação entre municípios e entidades técnicas é apresentada como essencial para a execução.

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