Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Madri exige ação e milhares protestam contra o preço do arrendamento

Madrid protesta contra rendas elevadas; subida de mais de cinquenta por cento em cinco anos e habitação a custar até noventa e nove por cento do salário a jovens, com mobilizações em mais de vinte cidades

ARQUIVO: Um homem protesta em frente a uma agência do banco BBVA em Barcelona, Espanha, em 6 de junho de 2012.
0:00
Carregando...
0:00

Milhares de pessoas manifestaram-se este domingo em Madrid para protestar contra o aumento das rendas e as dificuldades de acesso à habitação. A marcha foi organizada pelo Sindicato de Inquilinas de Madrid e pretende lançar uma vaga de mobilizações em mais de vinte cidades espanholas durante junho.

A concentração saiu pouco depois das 12:20, do Paseo del Prado, rumo à Rua Sevilla, com uma faixa que traz o lema a habitação custa-nos a vida. Ao longo do trajeto, os participantes exigiram ações contra a escalada dos preços e denunciaram a precariedade habitacional na capital, onde a renda de arrendamento já supera os 1 500 euros mensais.

Os organizadores apontam que, em Madrid, as rendas subiram mais de 50% nos últimos cinco anos, obrigando muitos a gastar mais de 70% do salário com habitação. Entre as reivindicações estão a recuperação de contratos de arrendamento sem termo, redução geral dos preços e aumento do salário mínimo e das pensões para 1 500 euros.

Antes do início da marcha, a porta-voz do sindicato, Alicia del Río, afirmou que o atual modelo habitacional pesa na vida de quem procura casa, defendendo que a desobediência civil é uma via para inverter a situação. Afirmou ainda que o rentismo constitui uma acumulação especulativa que encarece a habitação e atrasa projetos de vida.

Contexto

A mobilização ocorre num momento de precariedade entre os jovens. Dados do Conselho da Juventude de Espanha indicam que um jovem assalariado precisa de 99% do salário líquido para arrendar sozinho uma habitação. Em 2025, a taxa de emancipação juvenil situou-se em 14,5%, a mais baixa desde que existem registos. Sem medidas estruturais, as organizações alegam que o acesso à casa continua a favorecer a desigualdade social.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais