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Vítimas de abusos na Igreja exigem seleção rigorosa de membros

Vítimas pedem critérios de seleção mais rigorosos e supervisão reforçada na Igreja Católica portuguesa, com avaliação psicológica de padres e canais de denúncia

Relatório do Grupo VITA considera que deve ser feita "avaliação psicológica" para os futuros padres antes da entrada no seminário
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  • O relatório estratégico do Grupo VITA, divulgado este sábado, pede uma Igreja Católica portuguesa mais escrutinável e com critérios mais exigentes de seleção, supervisão e capacitação dos seus membros.
  • O documento resulta de oito meses de trabalho no projeto Sobre.VIVER, com 25 participantes, e gerou dois textos: um guia de apoio para familiares e um guia de encontros entre vítimas e representantes da Igreja.
  • Propõe avaliação psicológica para futuros padres antes da entrada no seminário, com acompanhamento contínuo ao longo da formação e do ministerial.
  • Aponta que a hierarquia, a solenidade excessiva e a opacidade dificultam denúncias e favorecem a impunidade; defende maior presença de mulheres na igreja e o reconhecimento de abusos de poder, além dos sexuais.
  • Sugere canais de denúncia funcionais em cada diocese, códigos de conduta acessíveis, formação e critérios uniformes de seleção para quem trabalha com pessoas vulneráveis, incluindo verificação de antecedentes e avaliação de competências relacionais.

O Grupo VITA divulgou um relatório estratégico sobre abusos sexuais na Igreja Católica portuguesa, no âmbito do projeto Sobre.VIVER, iniciado em setembro de 2025 com 25 participantes. O documento reúne contributos de vítimas e sobreviventes.

O relatório, apresentado este sábado, propõe uma Igreja mais escrutinável, com critérios mais exigentes de seleção, supervisão e capacitação dos seus membros, incluindo avaliação psicológica de futuros padres.

Foram criados dois documentos: um Guia de apoio e escuta para familiares e amigos, e Diretrizes para encontros entre vítimas, sobreviventes e representantes da Igreja. A meta é reforçar prevenção e responsabilização institucional.

Propostas-chave e mudanças institucionais

A Igreja deve adotar critérios mais rigorosos para seleção e formação, com acompanhamento contínuo ao longo do percurso formativo e ministerial, a partir da avaliação psicológica inicial.

O relatório destaca uma maior presença de mulheres em contextos eclesiais, bem como o reconhecimento de abusos de poder e de consciência, para além do abuso sexual.

A reparação do dano é tida como algo mais amplo do que a simples compensação financeira, com necessidade de escuta genuína e reconhecimento claro do dano por parte das instituições.

Mecanismos de denuncia e conduta

Propõem-se canais de denúncia funcionais em cada diocese e congregação, bem como códigos de conduta explícitos, acessíveis por escrito e de fácil compreensão.

A seleção de quem trabalha com crianças, jovens e adultos vulneráveis deve seguir critérios uniformes, incluindo verificação de antecedentes e avaliação de competências relacionais, envolvendo padres, leigos, agentes pastorais e voluntários.

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