- A UGT vai entregar aos partidos propostas de alteração à reforma laboral, após a falha de acordo na concertação social.
- O vice-presidente da UGT, Rui Miranda, afirmou que o objetivo é corrigir o que consideram estar mal no diploma.
- A apresentação das propostas ocorrerá na Assembleia da República junto de todos os grupos parlamentares, para influenciar melhorias.
- O sindicalista defendeu que, em negociações, não se devem colocar linhas vermelhas e que devem ser avaliadas propostas e contrapropostas.
- Sobre o banco de horas, a UGT defende que os trabalhadores necessitam de pelo menos quatro horas para resolver assuntos inadiáveis, defendendo mais do que duas horas.
A UGT vai entregar aos partidos propostas de alteração à reforma laboral, após o Governo ter remetido o diploma ao Parlamento sem acordo na concertação social. A central confirma um conjunto alargado de propostas para tentar corrigir pontos considerados falhos.
Rui Miranda, vice-presidente da UGT, explicou que as propostas serão entregues também na Assembleia da República junto dos grupos parlamentares. O objetivo é melhorar o que a central considera um retrocesso nas leis laborais.
No painel das jornadas parlamentares do Chega, em Viseu, participaram ainda Fernando Mateus, Ana Rita Cavaco, Alexandre Carvalho e as deputadas Rita Matias e Catarina Salgueiro. O tema em análise foi a reforma laboral.
Propostas e próximos passos
O dirigente sindical reiterou que, nas negociações, não se deve impor linhas vermelhas. Afirmou que nunca se deve rejeitar propostas do parceiro social, devendo haver propostas novas e contrapropostas.
Relativamente ao banco de horas, destacou a necessidade de pelo menos quatro horas para tratar de assuntos inadiáveis, inviabilizando duas horas.
Em 23 de abril, antes do falhanço do acordo, o secretário-geral da UGT já indicava estar preparada para influenciar os partidos quando o diploma fosse para a AR, assegurando a ação conjunta para melhoria da proposta.
A deputada Rita Matias agradeceu a abertura do painel para dialogar com o Chega, sem acentuar identificações ideológicas.
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