- O primeiro-ministro Luís Montenegro admitiu suspender a recolha de dados biométricos se a situação das filas nos aeroportos não melhorar.
- A PSP confirmou tempos de espera superiores a duas horas no aeroporto do Porto, com a entidade a apontar causas técnicas e de alto fluxo de passageiros fora do espaço Schengen.
- O Governo está a investir no reforço de recurso humano e tecnológico, incluindo a saída de cerca de 300 agentes de um curso da PSP para funções de controlo de fronteiras.
- Os três aeroportos controlaram cerca de 69 mil passageiros provenientes de fora do espaço Schengen, segundo a PSP, com atrasos atribuídos a questões técnicas e ao elevado movimento.
- Montenegro escusou-se a comentar a Base das Lajes; o ministro dos Negócios Estrangeiros já se pronunciou sobre o assunto.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse que pode suspender a recolha de dados biométricos se persistirem as longas filas nos aeroportos. A ideia surgiu a partir de relatos de vários agentes económicos sobre a atuação dos serviços de controlo de fronteiras.
A PSP confirmou tempos de espera superiores a duas horas no aeroporto do Porto, mas negou que chegassem a seis horas. Em Faro e Lisboa, os tempos variaram, com picos entre 1h40 e 2h10, segundo a polícia.
Montenegro falava durante a inauguração de obras de estabilização do paredão de Moledo, em Caminha, num investimento de 180 mil euros. O Governo também avança com reforços humanos e tecnológicos para o controlo de fronteiras.
O dirigente frisou que não se pretende comprometer a segurança, nem o movimento económico. Segundo ele, o Governo está a investir na formação de cerca de 300 novos agentes da PSP para funções relacionadas com fronteiras.
A PSP indicou que os atrasos decorrem de fatores técnicos e informáticos, bem como da elevada circulação de passageiros fora do espaço Schengen. No total, os três aeroportos contabilizaram perto de 69 mil passageiros de voos extra-Schengen.
Além disso, Montenegro destacou um esforço conjunto para manter a conformidade com as normas do espaço Schengen, incluindo medidas de manutenção de equipamentos e melhoria de resposta operacional.
Investimentos e planeamento
O Primeiro-Ministro mencionou ainda o reforço tecnológico e a centralização de mecanismos de manutenção. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta sem colocar em risco a segurança nem o peso económico.
Acompanhamento de intervenções ambientais
A acompanhar o conflito de impressões políticas, o Governo confirmou 30 intervenções de recuperação de danos causados pelas tempestades de janeiro, em ações coordenadas pela Agência Portuguesa do Ambiente.
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