- Les Invalides completa 350 anos desde a sua missão de acolher soldados feridos e vítimas de guerras, iniciada por Luís XIV no século XVII.
- O local funciona hoje como lar e hospital de longa duração, contando com 64 residentes, incluindo sobreviventes do Holocausto, vítimas de conflitos e ataques.
- O conjunto está a passar por uma grande renovação financiada pelo Estado, estimada em 100 milhões de euros, sem alterar a sua função central.
- Entre os residentes estão Ginette Kolinka, de 101 anos, survivente de Auschwitz, e Esther Senot, 98 anos, deportada em 1943, que passaram décadas no local.
- Profissionais de saúde e militares enfatizam o papel de Les Invalides como apoio contínuo à nação, assegurando cuidado aos veteranos e reforçando a mobilização das tropas ativas.
Les Invalides celebra 350 anos ao serviço de soldados feridos e de vítimas de guerras. A instituição foi criada no século XVII por ordem de Luís XIV, para acolher antigos combatentes e proporcionar cuidados de longo prazo. Hoje continua a cumprir a missão histórica, adaptando-se aos tempos.
Anualmente, o monumento recebe visitantes de todo o mundo, atraídos pela cúpula dourada e pelo túmulo de Napoleão. Por de trás da fachada, funciona como lar e hospital, com uma organização dedicada a pacientes que mantêm uma logistica complexa de cuidados.
A missão que perdura
A instituição, que recebeu os seus primeiros ex-soldados em 1974, mantém-se como símbolo de gratidão do Estado para com quem serviu. O governador de Les Invalides descreve o edifício como um espaço único, resultado de uma ambição real ligada à comunicação do poder e à honra dos veteranos.
Entre os residentes encontram-se 64 indivíduos, incluindo sobreviventes do Holocausto e vítimas civis de conflitos ou ataques. A gestão hospitalar oferece cuidados de longa duração, com programas de reabilitação e adaptação a deficiências graves.
Ginette Kolinka, de 101 anos, é uma das residentes mais conhecidas. Esther Senot, hoje com 98 anos, também reside no local há anos, após ter vivido no campo de Mauthausen durante a Segunda Guerra Mundial. Ambas perseveram como símbolos da memória e da resiliência.
Um centro de excelência e de apoio
No interior, a equipa médica trabalha em estreita cooperação com oficiais em serviço. O centro utiliza próteses, reabilitação e atividades desportivas para manter a qualidade de vida dos residentes. Parte das atividades envolve participação em cerimónias nacionais e representação institucional.
Entre os residentes está Mikaele Iva, cabo-chefe que se desloca em cadeira de rodas e pratica desporto no clube da instituição. O apoio entre residentes é enfatizado pela equipa de enfermagem, que trabalha há décadas no local e descreve o compromisso como a forma de agradecer à nação.
O centro tem também uma vertente de investigação que procura melhorar a mobilidade de pessoas com amputações, bem como a reabilitação em cadeiras de rodas. A equipa médica encara cada conflito como uma marca histórica distinta, desde as lesões de guerra até aos traumas psíquicos prevalentes hoje.
Renovação e continuidade
A renovação das instalações está a decorrer com financiamento estatal, num projeto estimado em 100 milhões de euros. Mesmo em obras, Les Invalides mantém a sua função de lar e de hospital para quem serviu, assegurando cuidados de recuperação de longo prazo e apoio psicossocial.
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