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Acordo laboral difícil se Governo insistir na desumanidade, diz Carneiro

Líder do PS afirma que acordo sobre legislação laboral será difícil se Governo mantiver desumanidade da reforma, defendendo proteção aos trabalhadores

O líder do PS, José Luís Carneiro, à chegada para uma visita ao Centro de Formação Profissional da Indústria Eletrónica (CINEL), no âmbito da Rota pelo Ensino e Formação Profissional
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  • O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou que um acordo sobre legislação laboral é difícil se o Governo mantiver insensibilidade e desumanidade na reforma.
  • Carneiro referiu que o PS foi contra a proposta desde a primeira hora e que vai apresentar uma visão alternativa no debate.
  • O Governo prepara a aprovação da proposta de lei de reforma laboral em Conselho de Ministros, com uma reunião prevista entre Carneiro e o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
  • O líder socialista disse que não é difícil ser parceiro do PSD e CDS-PP, desde que o Governo abandone os pilares que considera fundamentais para proteger os trabalhadores.
  • Sobre alegadas buscas da Polícia Judiciária relacionadas com concursos para combate a incêndios, Carneiro disse não conhecer a notícia e que, se houver matéria, é da justiça, não da vida política.

O líder do PS afirmou que será difícil chegar a um acordo sobre a legislação laboral se o Governo mantiver uma posição de insensibilidade e desumanidade na reforma. Diz que o partido sempre foi contra a proposta desde o início.

À margem de uma visita a uma escola em Lisboa, Carneiro comentou a reunião marcada para esta tarde com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, para discutir a lei laboral que deverá ser aprovada hoje em Conselho de Ministros. O objetivo é ouvir o Governo e apresentar uma visão alternativa.

O secretário-geral do PS sustentou que algumas propostas do Executivo criam barreiras que promovem a precariedade nas relações laborais. Reiterou que o PS não aceitará medidas que retirem direitos, especialmente para mulheres trabalhadoras e famílias a conciliar vida profissional e familiar.

Perspetivas do PS e posição sobre o pacote

Carneiro explicou que a colaboração entre PS, PSD e CDS-PP depende de o Governo recuar em pilares considerados fundamentais. Afirmou que o objetivo é defender trabalhadores, jovens e famílias, e evitar o aumento da precariedade.

O dirigente socialista confirmou que vai transmitir ao primeiro-ministro a posição de que a proposta apresentada não satisfaz as necessidades da economia nacional. Destacou que o PS é um parceiro de confiança para quem pretende trabalhar com dignidade.

Carneiro sublinhou que o debate no Parlamento e as conversas com o Governo vão ser usados para apresentar e defender a visão do PS. Refiriu ainda que não existe compromisso com medidas assimétricas ou que desvalorizem o regime sancionatório do trabalho não declarado.

Investigação da Polícia Judiciária

Relativamente a informações de que a PJ está a realizar buscas por suspeitas de corrupção ligadas a concursos para o combate a incêndios rurais, Carneiro declarou desconhecer a notícia. Considerou um tema de justiça, não de vida política, e não comentou mais sobre o caso.

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