O líder do PS afirmou que será difícil chegar a um acordo sobre a legislação laboral se o Governo mantiver uma posição de insensibilidade e desumanidade na reforma. Diz que o partido sempre foi contra a proposta desde o início.
À margem de uma visita a uma escola em Lisboa, Carneiro comentou a reunião marcada para esta tarde com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, para discutir a lei laboral que deverá ser aprovada hoje em Conselho de Ministros. O objetivo é ouvir o Governo e apresentar uma visão alternativa.
O secretário-geral do PS sustentou que algumas propostas do Executivo criam barreiras que promovem a precariedade nas relações laborais. Reiterou que o PS não aceitará medidas que retirem direitos, especialmente para mulheres trabalhadoras e famílias a conciliar vida profissional e familiar.
Perspetivas do PS e posição sobre o pacote
Carneiro explicou que a colaboração entre PS, PSD e CDS-PP depende de o Governo recuar em pilares considerados fundamentais. Afirmou que o objetivo é defender trabalhadores, jovens e famílias, e evitar o aumento da precariedade.
O dirigente socialista confirmou que vai transmitir ao primeiro-ministro a posição de que a proposta apresentada não satisfaz as necessidades da economia nacional. Destacou que o PS é um parceiro de confiança para quem pretende trabalhar com dignidade.
Carneiro sublinhou que o debate no Parlamento e as conversas com o Governo vão ser usados para apresentar e defender a visão do PS. Refiriu ainda que não existe compromisso com medidas assimétricas ou que desvalorizem o regime sancionatório do trabalho não declarado.
Investigação da Polícia Judiciária
Relativamente a informações de que a PJ está a realizar buscas por suspeitas de corrupção ligadas a concursos para o combate a incêndios rurais, Carneiro declarou desconhecer a notícia. Considerou um tema de justiça, não de vida política, e não comentou mais sobre o caso.
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