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Terrenos do antigo Aleixo vão ter menos habitação pública do que anunciado

Terrenos do Aleixo vão ter menos habitação pública do que o anunciado, com apenas 115 fogos de habitação pública dos 497 previstos, e a torre mais alta reduzida para 15 andares

Terrenos do Aleixo estão vagos desde a demolição das torres do bairro social com vista para o rio.
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  • O loteamento dos terrenos do Aleixo, aprovado pela Câmara do Porto para consulta pública, prevê 497 fogos distribuídos por 10 lotes, com um parque verde e renaturalização da linha de água.
  • Apenas 115 fogos serão para habitação pública; o resto destina-se a outros tipos de habitação.
  • O edificado mais alto foi reduzido de 21 para 15 andares; três edifícios terão 12 andares, um terá 14 e outro 15.
  • A opção pelo arrendamento acessível permanece em avaliação, com a autarquia a querer observar a evolução das necessidades ao longo do tempo antes de decidir.
  • O objetivo é complementar o futuro do antigo Aleixo, moderando a oferta imobiliária na zona com habitação pública, mantendo a sala de consumo assistido temporariamente no local até haver habitação disponível.

O município do Porto aprovou, nesta quarta-feira, o envio a consulta pública do loteamento da área dos terrenos do Aleixo, que também inclui espaço ocupada pela EDP. O projeto prevê a criação de um parque, a renaturalização de uma linha de água e a construção de 497 fogos distribuídos por 10 lotes, dos quais 115 são destinados a habitação pública. A decisão foi tomada pelo executivo, por unanimidade, durante uma sessão realizada na cidade.

Inicialmente, o conteúdo do loteamento indicava um conjunto maior de habitação pública, alinhado com a ideia de lançar pelo menos 500 fogos, entre eles 140 a 150 destinados a arrendamento acessível. A diferença entre o anunciado e o que foi apresentado hoje resulta da redefinição da estratégia urbanística para a área, que inclui também a presença de um parque ambiental.

O atual plano altera ainda o perfil de altura dos edifícios: o edifício mais alto passa de 21 para 15 andares. A mudança foi justificada pela possibilidade de introduzir um segundo edifício mais baixo dentro do mesmo lote, permitindo uma volumetria adequada ao conjunto. A administração municipal afirma que a construção pode levar vários anos, razão pela qual a opção de arrendamento acessível não está totalmente descartada neste momento.

Na prática, a nova configuração procura moderar o impacto da valorização prevista na zona, mantendo como objetivo complementar o futuro do Aleixo. A autarquia sublinha que a habitação pública funciona como instrumento de equilíbrio da oferta na área, sem perder de vista as necessidades ao longo do tempo.

O processo de demolição do antigo bairro do Aleixo já tinha levado à redução do stock de habitação pública disponível na zona. O sociológo João Queirós, que acompanhou a desmobilização, destacou em 2024 a continuidade desta tendência de diminuição da oferta gerida pelo município, referindo o projeto como parte dessa transformação social.

A edilidade explicou que, assim que as novas construções avançarem, deverá haver uma nova localização provisória para a sala de consumo assistido já instalada na Pasteleira. O presidente da CMP afirmou que a solução temporária pode manter-se durante alguns anos, até surgir habitação efectiva na área, momento a partir do qual a sala deverá abandonar o espaço.

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