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Morre Albrecht Weinberg, sobrevivente de Auschwitz e ativista, aos 101 anos

Morreu aos 101 anos Albrecht Weinberg, sobrevivente de Auschwitz e ativista, que devolveu a Ordem de Mérito em 2025, em protesto contra a extrema-direita

Albrecht Weinberg esteve em Auschwitz dois anos
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  • Morreu aos 101 anos, em Leer, Baixa Saxónia, Albrecht Weinberg, sobrevivente de Auschwitz e ativista pela memória do Holocausto.
  • Nascido em 1925, em Rhauderfehn, foi internado com 14 anos, sobreviveu dois anos em Auschwitz, passou por Mittelbau-Dora e Bergen-Belsen, e perdeu familiares no Holocausto.
  • Emigrado para Nova Iorque, abriu uma charcutaria; voltou à Alemanha em 2011 para tratar da irmã e, a partir de 2025, passou a partilhar a sua história nas escolas.
  • Em 2025 devolveu a Ordem de Mérito da República Federal da Alemanha como protesto contra a ascensão da extrema-direita e uma moção de imigração apoiada pelo AfD.
  • Reações: o Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, elogiou o seu trabalho; o embaixador de Israel na Alemanha, Ron Prosor, descreveu-o como ponte entre passado e futuro.

Albrecht Weinberg, sobrevivente de Auschwitz e ativista pela memória do Holocausto, morreu aos 101 anos na cidade de Leer, no estado da Baixa Saxónia. A notícia foi confirmada pela Câmara Municipal de Leer.

Nascido em 1925, na região de Rhauderfehn, Weinberg foi internado em campos de trabalhos forçados aos 14 anos. Sobreviveu a Auschwitz e Mittelbau-Dora, tendo sido libertado em Bergen-Belsen pelos britânicos.

Emigrou para Nova Iorque, abriu uma charcutaria e só regressou à Alemanha em 2011 para tratar da irmã. Em 2025, devolveu a Ordem de Mérito da Alemanha em protesto contra o endurecimento da imigração e a ascensão da extrema-direita.

Repercussões oficiais

O Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, elogiou o contributo de Weinberg para a liberdade e a democracia, destacando o papel das testemunhas na preservação da memória do Holocausto. O chefe de Estado sublinhou a importância de manter o legado.

O embaixador de Israel na Alemanha, Ron Prosor, descreveu Weinberg como uma ponte entre passado e presente, entre dor e esperança, e entre os jovens que procuram a verdade.

O Presidente da Câmara de Leer, Claus-Peter Horst, lembrou que Weinberg partilhou, com energia, as suas recordações e avisou para o perigo do esquecimento, mesmo após regressar à Frísia Oriental.

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