- A tempestade Kristin arrasou a casa da família em Pederneira, Ourém, que hoje vive num apartamento de emergência da Câmara Municipal de Ourém.
- Maria, Manuel e o filho Nelson refugiaram-se na casa de banho durante a madrugada de 28 de janeiro, quando tudo ficou destruído.
- A habitação permanece sem condições de habitabilidade, com parte da cobertura a céu aberto; o resgate só aconteceu após quatro dias, sem telecomunicações.
- O casal depende da agricultura e de biscates; Nelson, autista, vê as mudanças com grande impacto, mas mantém a fé como apoio.
- Adília Pires enfrenta situação semelhante, ainda sem retorno à casa, depende de apoios do Estado e de material para reconstrução; aguarda respostas.
Tempestade Kristin devastou a habitação de várias famílias em Ourém, deixando pessoas sem casa e em abrigo de emergência. Em Pederneira, Maria, Manuel e o filho Nelson perderam tudo e aguardam uma solução estável, após terem passado dias entre destroços e frio.
A casa que os acolhia durante anos ficou indisponível, levando-os a viver num apartamento de emergência da Câmara Municipal. Durante a tempestade, mãe e filho procuraram abrigo numa casa de banho, enquanto os serviços sociais organizavam o resgate e o apoio necessário.
Desde esse momento, a família enfrenta dificuldades financeiras, ainda sem condições para regressar à habitação. Nelson, que tem autismo, reage às mudanças com apreensão, agravando a situação emocional de todos. A comunidade tem contribuído, mas as verbas estatais continuam em análise.
Casos em Ourém: várias realidades
Adília Pires está numa situação semelhante, sem retorno à casa em Fontainhas (Seiça). Vive hoje num quarto alugado no centro da cidade e aguarda respostas para as obras, num cenário de danos significativos. A moradia permanece sem condições de habitabilidade.
Outra família, liderada por Fátima Sousa, vê a reconstrução atrasada, apesar de já terem recebido materiais para reforçar a cobertura. O processo de financiamento público permanece sem data prevista, mantendo a incerteza sobre o futuro residencial.
As famílias expressam gratidão pela ajuda recebida, mas continuam a exigir respostas eficazes para reconstruir as habitações. Enquanto isso, os adultos concentram-se em manter a stabilização familiar e assegurar rendimentos básicos.
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