- Mais de cem vencedores de Prémios Nobel pedem a libertação de Narges Mohammadi, Nobel da Paz, que está presa no Irão desde dezembro e hospitalizada em Teerão em estado crítico.
- O documento tem 112 subscritores e exorta as autoridades iranianas e a comunidade internacional a garantir a libertação imediata, acesso a tratamento médico e revogação das sentenças.
- Mohammadi já foi condenada em cinco ocasiões e enfrenta mais de 44 anos de prisão, além de penas como chicotadas e proibição de viajar.
- O filho Ali Rahmani, que vive em Paris, disse que a vida da mãe está por um fio e que a suspensão da pena com a transferência para o hospital não é suficiente.
- O The Guardian diz que Rahmani exige fim da perseguição judicial e liberdade incondicional, com necessidades de cuidados médicos especializados a longo prazo; Mohammadi iniciou greve de fome em fevereiro e enfrenta tratamentos médicos negados, segundo especialistas.
Mais de 100 vencedores do Prémio Nobel apelaram à libertação de Narges Mohammadi. A ativista iraniana, vencedora do Nobel da Paz em 2023, encontra-se hospitalizada em Teerão desde o domingo, em estado crítico, após ter sido presa em dezembro.
No documento assinado por 112 laureados, é pedido às autoridades iranianas e à comunidade internacional que garantam a libertação imediata de Mohammadi e o acesso a tratamentos médicos, bem como a revogação das suas sentenças. A notícia foi reportada pelo The Guardian.
Mohammadi foi detida a 12 de dezembro de 2025, durante o funeral do advogado Khosrow Alikordi, morto em circunstâncias controversas. A ativista já foi condenada cinco vezes, com penas que incluindo mais de 44 anos de prisão, chicotadas e proibição de viajar.
O filho de Mohammadi, Ali Rahmani, afirmou que a vida da mãe está por um fio e que a suspensão da pena, com a transferência para o hospital, não basta. Rahmani, atualmente em Paris, pediu o fim da perseguição judicial contra a mãe.
A advogada Chirinne Ardakani afirmou que Mohammadi está entre a vida e a morte, numa conferência em Paris. Médicos citados na declaração temem um risco de vida iminente se não houver intervenção adequada.
Mohammadi, de 54 anos, iniciou em fevereiro uma greve de fome para protestar contra as condições penitenciárias. O marido relata espancamentos e tortura nas prisões iranianas, conforme relatos de apoio à defesa pública.
Os signatários destacam que Mohammadi tem recebido tratamento médico negado durante meses na prisão, o que aumenta a gravidade da situação. Vencedora do Nobel da Paz em 2023, Mohammadi tem sido reconhecida pela defesa dos direitos das mulheres e contra a pena de morte.
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