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ONG denuncia nova morte de preso político sob custódia na Venezuela

ONG denuncia nova morte de preso político sob custódia da Venezuela, elevando para vinte o total desde 2014, com corpo encontrado na esquadra de Anaco

Protesto contra a existência de presos politicos na Venezuela
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  • A ONG Foro Penal afirma que José Manuel García, preso político detido desde Fevereiro de 2026, foi encontrado morto na esquadra da Polícia Municipal de Anaco, no nordeste da Venezuela.
  • O corpo foi localizado a 10 de Maio de 2026 e encaminhado para o Serviço Nacional de Medicina Legal de Barcelona, para determinação oficial da causa da morte.
  • Esta morte eleva para 20 o total de presos políticos que morreram sob custódia desde 2014.
  • A notícia surge três dias depois de as autoridades reconhecerem a morte sob custódia de Víctor Hugo Quero Navas, de 51 anos, que estava desaparecido desde 2025.
  • A Conferência Episcopal Venezuelana pediu apuramento criminal e responsabilização pela morte de Quero Navas, enquanto o Governo reconhecia o caso recentemente.

Um preso político detido desde fevereiro foi encontrado morto na esquadra da Polícia Municipal de Anaco, no nordeste da Venezuela, informou o NGO Foro Penal. A organização confirmou o óbito e indicou que o corpo foi encaminhado para o Serviço Nacional de Medicina Legal de Barcelona, no estado de Anzoátegui.

Segundo a coordenação regional, o falecimento ocorreu em 10 de maio de 2026, enquanto o preso estava sob custódia por alegada fraude e extorsão. A identificação do ex-vereador José Manuel García foi comunicada pela ONG, que pediu anonimato por receio de represálias.

Este caso eleva para 20 o total de presos políticos que morreram sob custódia desde 2014, de acordo com o Foro Penal. A ONG também destacou a demora em tornar pública a causa da morte, que ainda não foi oficialmente divulgada.

Na véspera, autoridades venezuelanas já haviam reconhecido a morte de outro preso político, Víctor Hugo Quero Navas, de 51 anos, desaparecido desde 2025. O reconhecimento ocorreu após meses de buscas pela família.

Reação da Igreja e contexto institucional

A Igreja Católica na Venezuela exigiu apurar as responsabilidades criminais pela morte de Quero Navas. A Conferência Episcopal Venezuelana expressou consternação e pediu transparência nas investigações.

O corpo de Quero Navas foi exumado na sexta-feira, depois do reconhecimento da morte ocorrido na quinta-feira pelo Governo de Caracas. Ele estava detido na prisão El Rodeo I, na região de Caracas, desde 3 de janeiro de 2025.

De acordo com o Ministério do Serviço Penitenciário, Quero recebeu atendimento hospitalar em julho de 2025 devido a hemorragia digestiva e febre. O relatório aponta insucesso respiratório agudo ligado a tromboembolismo pulmonar, como causa da morte.

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