Leonor Caldeira, 32 anos, advogada e feminista, foi a convidada mais recente do podcast O Que Fazer quando tudo Arde. O tema discutido foi a nova forma de escravatura a que as mulheres estão sujeitas, sobretudo pela pressão do mito da beleza e pela expansão de uma indústria multibilionária no século XXI.
A entrevistada afirma que esse setor lucra ao manter mulheres em competição constante entre si e consigo mesmas. O objetivo estratégico dessas campanhas é sustentar padrões de imagem que influenciam escolhas e comportamentos, o que, segundo ela, dificulta menos a participação feminina em espaços públicos, incluindo a política, devido ao escrutínio sobre a aparência.
Além disso, a conversa aborda a ideia de sororidade como resposta a uma sociedade patriarcal, defendendo uma irmandade entre mulheres para enfrentar estruturas de poder. Caldeira sustenta que a pressão estética contribui para uma resistência silenciosa que restringe oportunidades e liberdades, especialmente em contextos de atuação profissional e cívica.
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