- Na apresentação das Forças Armadas, o Presidente da República, António José Seguro, afirmou que “Não há Forças Armadas sem recursos humanos”.
- Seguro foi, no passado, secretário-geral da Juventude Socialista, cargo ligado ao fim do Serviço Militar Obrigatório.
- O Comandante Supremo das Forças Armadas opôs-se ao regresso do Serviço Militar Obrigatório, quando concorria a presidente.
- A expressão citada não indica mudança de posição de Seguro sobre o tema.
- O texto contextualiza o tema no âmbito do debate sobre recrutamento e investimento nas Forças Armadas.
O Presidente da República, António José Seguro, afirmou durante a apresentação das Forças Armadas que não há Forças Armadas sem recursos humanos, reforçando a sua posição contrária ao regresso do Serviço Militar Obrigatório (SMO). A declaração foi dirigida ao comandante supremo das Forças Armadas.
O episódio ocorreu há cerca de mês e meio, no âmbito de uma cerimónia institucional de apresentação das Forças Armadas. A origem da frase permanece ligada ao discurso da defesa de recursos humanos para o funcionamento das instituições.
Seguro, que já orientou a juventude socialista na luta pelo fim do SMO, não alterou a sua perspetiva sobre o tema. O atual chefe de Estado foi decisivo para o término da obrigatoriedade, aquando da sua passagem pela Juventude Socialista.
O Comandante supremo das Forças Armadas, por sua vez, manifestou o oposto ao regresso da conscrição durante o período de candidatura presidencial. O desentendimento sublinha uma diferença de opinião entre o poder político e o comando militar sobre o tema.
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