Dois dirigentes socialistas defendem que o PS entre em diálogo com o Governo de boa-fé para avançar com a reforma laboral, após a concertação social não ter chegado a acordo. O tema tem dominado o debate interno do partido em Portugal, em maio de 2026.
Sérgio Sousa Pinto afirmou que a UGT não manda no PS e citou o banco de horas e o outsourcing como áreas onde poderia ter havido acordo. Recordou a necessidade de o PS participar nas reuniões com o Governo sem assumir o papel de braço político da UGT.
Álvaro Beleza falou em entrevista sobre a falta de acordo na concertação social e considerou que é necessário mais flexibilização nas leis do trabalho. O médico e presidente da SEDES mencionou o conceito de “vírus neomarxista” e fez referência a modelos económicos de mercado aliados ao socialismo.
Posicionamentos no PS
Beleza aponta que, apesar de José Luís Carneiro ser visto como moderado, a gestão das sensibilidades internas não tem maioria favorável à reforma da legislação laboral. Alega que o PS precisa redefinir o seu eixo entre liberalismo político-económico e socialismo para atrair os jovens.
Sousa Pinto sublinha a importância de revisitar a agenda do trabalho digno e adianta que o PS deve atuar com espírito aberto, evitando tornar-se num megafone da UGT em São Bento. O objetivo é manter o país alinhado com mudanças económicas sem abdicar de direitos laborais.
Olhar para o futuro
Ambos destacam a necessidade de reformas que incentivem a competitividade e preservem direitos, sem prejudicar a dignidade no trabalho. Beleza lembra que países nórdicos conciliam liberalização com padrões de proteção social, enquanto Sousa Pinto reforça que o PS pode atuar de forma responsável e autónoma.
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