A ministra do Trabalho rejeitou baixar a idade da reforma, mantendo a posição de que a medida não é sustentável financeiramente. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao Observador, no âmbito de negociações sobre o pacote laboral com o Chega.
A governante argumenta que a descida da idade para 65 anos aceleraria a quebra da taxa de substituição, reduzindo mais rapidamente o salário que sustenta a pensão. O Governo estima um custo de 2,5 mil milhões de euros com essa alteração.
A titular da pasta destacou ainda que a medida contraria tendências europeias, citando a Dinamarca, que avançou para os 70 anos. A explicação baseia-se no aumento da esperança de vida da população e no peso financeiro para o presente e futuro.
Contornos da negociação
Rosário Ramalho reconhece que falhou um acordo com os parceiros na Concertação Social, mas mantém a confiança de que o pacote será apresentado. O objetivo é, segundo a ministra, aumentar os salários através da reforma, mantendo a sustentabilidade financeira.
André Ventura, dirigente do Chega, criticou a recusa da ministra em avançar com a redução, sugerindo a possibilidade de reavaliar a proposta no decorrer da negociação. O líder do Chega enfrenta críticas de outros partidos sobre o impacto para as gerações jovens.
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, considerou que a posição do Chega pode significar traição às gerações mais novas, cujas pensões poderiam ficar em risco. O debate permanece aberto no Parlamento, sem conclusão anunciada.
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