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Ministra rejeita reduzir idade da reforma

Ministra rejeita baixar a idade da reforma; aponta custo de 2,5 mil milhões de euros e alinhamento europeu, visando manter pensões estáveis

Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
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  • A ministra do Trabalho rejeita desde já baixar a idade da reforma como condição para aprovar o pacote laboral negociado com o Chega.
  • O Governo estima um custo de 2,5 mil milhões de euros para reduzir a idade legal de aposentação dos 66 anos e 9 meses para 65 anos.
  • A responsável afirma que a medida não é financeiramente sustentável e iria onerar a Segurança Social presente e futuras pensões.
  • Diz ainda que a medida está em contraciclo com a Europa, dando o exemplo da Dinamarca, que aprovou a reforma para os 70 anos devido ao aumento da esperança de vida.
  • André Ventura acusa a ministra de defraudar os eleitores, e o Chega mantém a negociação em curso, enquanto o PS critica a posição do líder do partido.

A ministra do Trabalho rejeitou baixar a idade da reforma, mantendo a posição de que a medida não é sustentável financeiramente. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao Observador, no âmbito de negociações sobre o pacote laboral com o Chega.

A governante argumenta que a descida da idade para 65 anos aceleraria a quebra da taxa de substituição, reduzindo mais rapidamente o salário que sustenta a pensão. O Governo estima um custo de 2,5 mil milhões de euros com essa alteração.

A titular da pasta destacou ainda que a medida contraria tendências europeias, citando a Dinamarca, que avançou para os 70 anos. A explicação baseia-se no aumento da esperança de vida da população e no peso financeiro para o presente e futuro.

Contornos da negociação

Rosário Ramalho reconhece que falhou um acordo com os parceiros na Concertação Social, mas mantém a confiança de que o pacote será apresentado. O objetivo é, segundo a ministra, aumentar os salários através da reforma, mantendo a sustentabilidade financeira.

André Ventura, dirigente do Chega, criticou a recusa da ministra em avançar com a redução, sugerindo a possibilidade de reavaliar a proposta no decorrer da negociação. O líder do Chega enfrenta críticas de outros partidos sobre o impacto para as gerações jovens.

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, considerou que a posição do Chega pode significar traição às gerações mais novas, cujas pensões poderiam ficar em risco. O debate permanece aberto no Parlamento, sem conclusão anunciada.

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