- O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, afirmou que as negociações da concertação social foram marcadas por medo e falta de verdade, com tentativas de gerar pânico.
- Monteiro destacou a importância da concertação social para negociar políticas laborais e criticou o clima das negociações recentes.
- A CIP afirmou ter participado ao longo de nove meses no processo negocial, que classificou como mau exemplo de produtividade.
- A entidade garantiu que a versão final das alterações laborais não corresponde ao que tem sido dito e rejeitou que haja despedimento arbitrário, redução de direitos parentais, limitação do direito à greve ou quebra da dignidade dos trabalhadores.
- A CIP defendeu que a reforma laboral é indispensável e que a proposta inicial sofreu alterações em mais de cem artigos durante o processo negocial.
O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, afirmou nesta quarta-feira que as negociações em sede de concertação social foram marcadas por medo e falta de verdade, acusando algumas posições de tentarem gerar pânico em torno da discussão.
Monteiro defendeu a importância da concertação social para negociar políticas laborais, promover estabilidade social e influenciar decisões governativas, apesar de criticar o clima das negociações recentes. A CIP participou ao longo de nove meses no processo negocial.
“Está em causa o ganha-pão das pessoas”, disse o líder, referindo-se a tentativas de criar pânico sobre as propostas em discussão e defendendo que não foram aceitas alterações que prejudiquem direitos fundamentais.
Contexto da concertação
Para a CIP, a versão final das alterações laborais não corresponde ao que tem sido divulgado, rejeitando medidas como despedimento arbitrário, redução de direitos parentais, limitação do direito à greve ou quebra da dignidade dos trabalhadores.
Armindo Monteiro reiterou que o objetivo do debate não é confundir, mas manter respeito pelos direitos trabalhistas, destacando que não pretende alterações que prejudicam os trabalhadores. A instituição sustenta a necessidade de reformas laborais.
A CIP também salientou que a reforma é indispensável, apontando que a proposta inicial sofreu alterações em mais de 100 artigos ao longo do processo negocial. O foco, dizem, é adaptar o quadro às mudanças económicas e tecnológicas.
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