- Reform UK, liderado por Nigel Farage, ganha força nas sondagens com foco na imigração e promete deportações em massa se vencer as eleições gerais de 2029.
- O partido já tem oito deputados e soma vitórias em eleições locais, destacando-se como alternativa aos dois grandes blocos britânicos.
- Nas autárquicas de quinta-feira disputam mais de cinco mil lugares; as sondagens apontam para um potencial golpe ao Trabalhistas de Keir Starmer e aos conservadores.
- Em Essex e noutras regiões, eleitores mais velhos mostram apetite pelo Reform, citando insatisfação com imigração, impostos e serviços públicos.
- Há controvérsias, com críticas a comentários racistas de alguns candidatos e uma alegada doação não declarada de cinco milhões de libras a Farage.
O Reform UK, partido de direita e anti-imigração, prepara-se para as autárquicas de quinta-feira, com promessas de fortes medidas contra a imigração. A campanha centra-se na chance de obter ganhos significativos em distritos locais e, posteriormente, nas eleições gerais de 2029. O foco é reduzir a pressão económica associada à imigração irregular.
A leitura de várias sondagens indica que o Reform pode avançar em várias zonas tradicionalmente voto trabalhista ou conservador. O partido publica uma agenda de deportações em massa caso vença as eleições nacionais futuras e utiliza a bandeira de um controlo mais apertado sobre as fronteiras para atrair eleitores desempregados ou desiludidos.
Liderado por Nigel Farage, o Reform UK já trabalha para consolidar uma presença parlamentar sólida. Farage, que já assegurou um assento em 2024, vê o movimento a crescer com oito deputados e vitórias em conselhos locais no último ciclo eleitoral.
Perspectivas por distritos e impactos locais
Em Essex, a campanha tem atraído atenções, sobretudo na cidade de Braintree, onde a população local se queixa de transformar de antigas bases militares para acolher requerentes de asilo. O aumento de migrantes é interpretado por alguns moradores como uma sobrecarga de recursos públicos.
Numa sequência de revisões, o partido ocupou posições de liderança em sondagens com cerca de 26% das intenções de voto, contra 19% para os conservadores e 18% para os trabalhistas. Os verdes ocupam cerca de 15%, segundo a YouGov.
Reações e controvérsia
Robert Jenrick, antigo membro conservador, tem mostrado apoio à linha Reform, afirmando que imigração, impostos e falhas nos serviços públicos justificam mudança política. A campanha inclui a mensagem de que o país precisa de reformas profundas para devolver eficiência económica e social.
O Reform tem sido apontado como capaz de recolher votos de eleitores saudosos de uma política mais austera. Em Essex, o partido é visto como atraente para eleitores mais velhos que se ressentem de mudanças sociais. Especialistas políticos indicam que a derrota dos conservadores nacionais pode depender do desempenho do Reform nestas regiões.
Contexto nacional e onde se situa o debate
Para além de rejeitar a imigração, o Reform olha para eleições locais como trampolim para o escrutínio nacional de 2029. O partido tem sido objeto de críticas por explorar uma retórica de medo e por alguns candidatos com passados controvertidos.
Farage, que aponta como objetivo retirar o governo de Keir Starmer, também enfrenta perguntas sobre ligações internacionais e financiamento, incluindo uma doação não declarada de um magnata da criptomoeda, que tem sido amplamente discutida na imprensa. O tema permanece sob escrutínio junto dos apoiantes e opositores.
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