- A pesca da sardinha reabriu em Portugal, com sete embarcações a regressarem ao mar da Figueira da Foz para iniciar a época, sem capturas na primeira ronda.
- A noite foi de lua cheia, mar calmo e vento inesperado; a tripulação da traineira Princesa do Mondego regressou vazia, deixando o almoço com o ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, a sardinhas compradas em Matosinhos.
- O mestre Rui Lima, com mais de 35 anos de experiência, disse que a noite foi triste e que a sardinha continua um “mistério”, mas há esperança de abundância na próxima safra.
- O ministro acompanhou a tripulação a bordo da Miguel Lé e também visitou estaleiros navais ligados ao Plano de Recuperação e Resiliência (PPRR), que vão construir embarcações para o setor.
- A pesca de sardinha reabriu com quota total de 50.294 toneladas para a Península Ibérica, sendo Portugal responsável por 33.446 toneladas (66,5% da quota).
Sete embarcações regressaram esta segunda-feira ao mar da Figueira da Foz para iniciar a época da pesca da sardinha, após cinco meses de paragem. A abertura aconteceu sem capturas significativas e com o mercado a reagir ao regresso.
A noite foi marcada por mar calmo, lua cheia e vento imprevisível. A traineira Princesa do Mondego, com vinte pescadores, percorreu 75 milhas entre Mira e Pedrógão Grande sem registar capturas, deixando a tripulação com sensação de desânimo.
O ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, acompanhou a operação a bordo da Miguel Lé. O grupo seguiu para a lota de Matosinhos para comprar sardinhas, usadas no almoço previsto com o ministro. Depois, a comitiva visitou estaleiros navais em construção ao abrigo do PPRR.
A pesca foi reaberta com quota total de 50.294 toneladas para a Península Ibérica, das quais Portugal pode capturar 33.446 toneladas, isto é, 66,5% da quota. A medida insere-se no Plano Plurianual 2021-2026.
Quota e contexto
- A abertura coincide com a redução de 960 toneladas face a 2025, refletindo condições de gestão e disponibilidade do recurso.
- A estrutura da pesca portuguesa continua a depender de variáveis climáticas e de nichos sazonais que influenciam o sucesso das primeiras safras.
Entre na conversa da comunidade