- O Papa Leão XIV nomeou Evelio Menjivar-Ayala, 55 anos, natural de El Salvador, como bispo de Wheeling-Charleston, Virgínia Ocidental.
- Menjivar-Ayala entrou nos Estados Unidos em 1990 sem documentos, escondido na bagageira de um carro, e foi ordenado sacerdote em 2004.
- Até então, ele era bispo auxiliar da arquidiocese de Washington e foi promovido à diocese de Wheeling-Charleston na Virgínia Ocidental.
- O novo bispo já havia criticado publicamente as políticas migratórias da administração de Donald Trump, incluindo opiniões publicadas no National Catholic Reporter e reportagens do Washington Post.
- O Papa Léo XIV afirmou a necessidade de tratar imigrantes com dignidade e humanidade, enquanto Trump o criticou; o Papa disse que não entraria em debate com o presidente, mas manteria posicionamento sobre guerra.
O Papa Leão XIV nomeou um novo bispo para a diocese de Wheeling-Charleston, na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos. Evelio Menjivar-Ayala, 55 anos, natural de El Salvador, assume o cargo após ser bispo auxiliar da arquidiocese de Washington. A nomeação foi anunciada nesta sexta-feira.
Menjivar-Ayala entrou nos EUA em 1990 sem documentos, oculto dentro da bagageira de um carro, segundo o Washington Post. Foi ordenado sacerdote em 2004, após estudos em Miami e Roma. A nomeação marca a transição dele de sacerdote a bispo diocesano.
O novo bispo já foi público crítico das políticas migratórias da administração Trump, tendo escrito um artigo de opinião em que criticou as operações de imigração consideradas agressivas e de legalidade duvidosa. O Papa Leão XIV já enfrentou críticas por parte de Trump após declarações sobre questões internacionais.
O Vaticano confirmou a nomeação hoje. Em novembro, o Papa afirmou que o tratamento dado a imigrantes nos EUA era desrespeitoso e envolvendo violência por parte de autoridades em alguns casos. A declaração ressaltou a necessidade de tratar as pessoas com humanidade e dignidade.
Trump reagiu publicamente ao pontificado, chamando Leão XIV de vários adjetivos em redes sociais. Em respostas à agência Reuters, o Papa disse que não pretende entrar em debate político, mantendo o foco em mensagens de paz e nos temas humanitários.
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