- A Câmara de Valongo planeia deslocar moradores idosos do Bairro do Outeiro-Linhó para contentores de obras, alegando necessidade de intervenções no local.
- Os residentes, com mais de 80 anos, muitos com mobilidade reduzida ou défice cognitivo, vivem no bairro há mais de seis décadas.
- A autarquia afirma que a medida será apenas por um ano.
- Os moradores recusam sair e dizem que só saem à força, alegando que as casas ainda cumprem condições.
- A notícia descreve a situação como uma “guerra” instalada no bairro, com resistência à relocação.
A Câmara Municipal de Valongo anunciou uma medida que afecta moradores do Bairro do Outeiro-Linhó, onde idosos com mais de 80 anos estão a ser colocados em contentores temporários para obra pública. A operação, que envolve deslocações de residentes para áreas de contentores, foi apresentada como parte de um conjunto de intervenções urbanas com duração prevista de um ano. A decisão visa dar espaço a obras de requalificação no bairro e duplicar o número de fogos no conjunto habitacional.
Pel as descrições oficiais, a transferência envolve moradores com mobilidade reduzida e, em alguns casos, défice cognitivo. A maioria vive no local há mais de seis décadas e recusou-se a abandonar as habitações. Constrangimentos na casa, como condições inadequadas, são citados por quem se opõe à medida.
A Câmara sustenta que a transferência é temporária e visa melhorar infraestruturas e condições de habitação, sem detalhar datas de início ou fim. Os residentes afirmam que só sairão das casas à força, mantendo a resistência à relocação.
Desdobramentos
O processo tem gerado controvérsia entre moradores e autarquia, com relatos de impacto social e de mobilidade diária. A população local permanece em alerta, aguardando esclarecimentos sobre cronograma, condições de realojamento e garantias de proteção para pessoas de idade avançada.
As autoridades locais não divulgaram dados sobre o número exato de famílias afetadas nem sobre as alternativas de alojamento durante o período de obras. A controvérsia aponta para a necessidade de acompanhamento institucional e de diálogo com a comunidade.
Imagem associada mostra os contentores onde foram colocados alguns idosos, com crédito de uma reportagem de CMTV.
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