- O estudo da Pordata, divulgado no Dia Mundial do Trabalhador, mostra que Portugal tem a sétima taxa de emprego jovem da UE, mas é um dos países com maior precariedade entre os jovens.
- Quase 40% dos trabalhadores jovens em Portugal têm contratos temporários, colocando o país no quarto lugar em precariedade jovem na UE.
- A carga horária média é de 39,7 horas por semana, das mais altas da UE, onde a média é de 37 horas.
- O trabalho à distância envolve 21,3% dos trabalhadores portugueses, abaixo da média europeia de 23,1%. Países com salários mais elevados tendem a ter mais teletrabalho.
- Em educação, 35,2% dos trabalhadores têm ensino superior, abaixo da média da UE (39,5%), com melhoria de 10 p.p. desde 2016; em 2025 persiste uma disparidade de género de 5,4 p.p. no acesso ao mercado de trabalho.
Em Portugal, a precariedade entre os jovens volta a ser tema de destaque. Um estudo da Pordata, divulgado no âmbito do Dia Mundial do Trabalhador, aponta que o país tem a sétima maior taxa de emprego entre jovens na UE, mas destaca níveis elevados de trabalho precário.
Segundo a análise, quase 40% dos trabalhadores jovens em Portugal têm contratos temporários, colocando o país no quarto lugar da UE em precariedade entre jovens. A lista é liderada pela Polónia, seguida de França e Países Baixos, com Portugal a registar 15,1% de vínculos temporários entre os trabalhadores.
Apesar da precariedade, Portugal apresenta uma das mais altas taxas de emprego na faixa etária 25-29 anos, com 82,8%, acima da média europeia de 76,9%. O estudo sublinha ainda que Portugal está entre os cinco Estados com maior percentagem de vínculos temporários, independentemente da idade, com 15,1% dos trabalhadores nessa condição.
Carga horária e trabalho remoto
A análise evidencia que Portugal tem uma das maiores cargas horárias na UE, com 39,7 horas semanais, superior à média europeia de 37 horas. A Bulgária, a Roménia, a Polónia e a Grécia são os únicos países com maior peso de horas.
No que toca ao trabalho à distância, Portugal fica aquém da média europeia de teletrabalho, com 21,3% dos trabalhadores em modo remoto (híbrido ou completo). A média na UE situa-se em 23,1%, e os países com salários mais elevados tendem a ter maior prevalência de trabalho remoto.
Escolaridade e desigualdade
Em termos de formação, 39,5% dos trabalhadores portugueses possuem diploma de ensino superior, abaixo da média da UE (35,2%) apenas entre os 11 países com menos formação superior. A diferença desde 2016 aponta para uma melhoria de 10 pontos percentuais.
A desigualdade de género no acesso ao mercado de trabalho manteve-se, em 2025, com uma diferença de 5,4 p.p. entre homens e mulheres. Itália, Grécia e Roménia registam as maiores disparidades entre os Estados-membros.
Manifestações do 1.º de Maio
As centrais sindicais CGTP e UGT preparam-se para marchar no 1 de Maio, com milhares de trabalhadores a saírem à rua. A CGTP prevê mais de 33 iniciativas em todo o país, com desfiles em Lisboa e no Porto, a partir das 14h30 e 15h00, respetivamente.
A UGT organiza atividades no Centro Desportivo do Jamor, em Oeiras, com início às 10h30. O secretário-geral adjunto da UGT aponta para uma participação que deverá superar as edições anteriores, em contexto de kamu desafios laborais.
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