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Britânica saudável viaja para a Suíça para morrer, mantendo a decisão

Caso Wendy Duffy reacende debate sobre morte assistida na Europa; britânica de 56 viaja para a Suíça optar por suicídio assistido na clínica Pegasos

Wendy Duffy tem 56 anos
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  • Wendy Duffy, britânica de 56 anos sem doença física, vai morrer por suicídio assistido numa clínica suíça, a Pegasos, esta sexta-feira.
  • O processo custou cerca de 10 mil libras após várias avaliações psiquiátricas; a paciente escolheu roupa e música para o momento e deixou cartas aos familiares.
  • Duffy perdeu o filho Marcus em 2022 e disse sentir-se sem alegria ou vontade de viver; garante não mudar de ideia e que morrerá com um sorriso.
  • Na Suíça, o doente deve administrar a dose letal a si próprio, distinguindo assim de uma eutanásia em que o médico atua.
  • O caso reacende o debate na Grã-Bretanha sobre o projeto de lei da morte assistida, aprovado pela Câmara dos Comuns, mas bloqueado pela Câmara dos Lordes. A Pegasos tem vindo a ser alvo de controvérsia.

Wendy Duffy, antiga assistente social britânica de 56 anos, viajou para a Suíça para morrer através de suicídio assistido numa clínica em Pegasos, Basileia. O processo envolve avaliações psiquiátricas, pagamento de 10 mil libras e a seleção de roupas e música para o leito de morte. O caso reacende o debate sobre legislação em estudo no Reino Unido.

Duffy afirmou ao Daily Mail que não mudaria de decisão e que pretende morrer com um sorriso. A mulher perdeu o filho Marcus em 2022, aos 23 anos, e descreveu um colapso pessoal que a levou a procurar a opção na Suíça. O suicídio assistido na Suíça exige que o paciente administre a dose.

Na prática suíça, o doente é responsável por inocular ou ingerir a substância, distinguindo-se da eutanásia em que o médico administra o fármaco. A clínica Pegasos tornou-se alvo de controvérsia pública desde relatos de casos anteriores envolvendo a instituição.

Contexto legislativo no Reino Unido

O debate sobre a morte assistida envolve um projeto de lei que já foi aprovado pela Câmara dos Comuns, mas permanece bloqueado na Câmara dos Lordes. Cerca de 100 deputados trabalhistas pediram intervenção do Primeiro-Ministro para facilitar a aprovação, sem indicação de data.

Duffy aguardou que os seus dois cães falecessem de velhice antes de avançar com o processo na clínica suíça, segundo informações de reportagem. O caso coloca em evidência a diferença entre legislação britânica e práticas fora do país.

A clínica Pegasos e controvérsias

Pegasos, fundada em 2019 por Ruedi Habegger, tem estado no centro de controvérsia após alegações de envolvimento na morte de outros pacientes. Relatos na imprensa local descrevem casos de indivíduos que viajaram para a clínica para terminar com a própria vida.

Segundo a BBC, uma mulher de 51 anos também viajou para Pegasos no último mês, elevando o escrutínio sobre as práticas da instituição. O tema continua em debate público, com exemplos individuais a acentuar questões éticas, legais e de proteção de familiares.

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