- Trabalhadores da EGEAC vão manifestar-se frente à Câmara Municipal de Lisboa na manhã de sexta-feira, em greve geral.
- Concentrar-se-ão na Praça do Município às 10h00, naquilo que coincide com a presença da administração da empresa na reunião camarária.
- O STML exige um aumento salarial de 15% (mínimo de 150 euros por trabalhador) e critica a falta de decisões concretas sobre reclassificações, reposicionamentos salariais e condições de trabalho.
- São apontados como motivos a instabilidade nas equipas e falta de transparência em decisões sobre projetos e equipamentos, como o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade e o Teatro do Bairro Alto.
- A Câmara de Lisboa é acionista único da EGEAC, presidida por Carlos Moedas, e o sindicato acusa de falta de informação; a EGEAC disse não ter aviso sobre encerramentos de equipamentos.
Os trabalhadores da EGEAC Lisboa Cultura vão manifestar-se em frente à Câmara Municipal de Lisboa na manhã de sexta-feira, 24 de abril, durante uma greve geral convocada pelo STML. A concentração está marcada para as 10h00 na Praça do Município, antevendo a presença da administração da empresa municipal na reunião camarária.
O sindicato acusa a gestão da EGEAC de não valorizar os salários dos trabalhadores, apontando declarações sem impacto real e a falta de decisões sobre reclassificações, reposicionamentos salariais, condições de trabalho, formação e medicina do trabalho. A greve visa um aumento de 15% ou, no mínimo, 150 euros por trabalhador.
Os trabalhadores alegam perda de direitos nos últimos anos e instabilidade nas equipas, associada a decisões de direção sem envolvimento dos colaboradores. Questionam também a gestão de equipamentos como o Museu do Aljube e o Teatro do Bairro Alto, defendendo maior transparência e comunicação.
Reivindicações e desdobramentos
O STML reclama um aumento superior ao previsto para este ano, de 56 euros e/ou 2,15%. A greve é apresentada como resposta à desvalorização, à estagnação e ao silêncio da administração sobre o futuro dos projetos e da missão pública da empresa.
Questionada pela Lusa, a EGEAC afirmou não ter informação de encerramentos de equipamentos nesse momento. O caso envolve a Câmara de Lisboa, acionista único da empresa, presidida por Carlos Moedas, e suscita preocupação sobre o impacto nos serviços culturais municipais.
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