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Matemática: raparigas voltam a perder terreno para rapazes

ONU alerta para retrocesso de raparigas em matemática desde 2019; UNESCO e IEA defendem medidas no ensino básico para inverter a tendência

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  • Um estudo conjunto da UNESCO e da Associação Internacional para a Avaliação do Desempenho Educacional (IEA) analisa dados TIMSS de 1995 a 2023, cobrindo o final do ensino básico e o início do ensino secundário em 38 territórios, incluindo Portugal.
  • Em dois mil e vinte e três, os rapazes ultrapassaram as raparigas no final do ensino básico em oitenta e um por cento dos países estudados; em dois mil e dezenove, esse valor era de cinquenta e dois por cento, com variações ao longo dos anos.
  • A União Europeia e a IEA apontam que o declínio pode dever-se, em parte, aos efeitos duradouros da crise da covid-19, que ampliou as perdas de aprendizagem em matemática e abrandou a confiança das raparigas na matéria.
  • O estudo mostra que, historicamente, as raparigas tinham desempenho inferior, mas a diferença diminuía entre dois mil e um e dois mil e dez; desde dois mil e dezanove há sinais de retrocesso.
  • Para inverter a tendência, as organizações defendem ações desde o ensino básico: fortalecer a confiança das raparigas na matemática, usar atividades lúdicas, formar docentes sobre vieses de género e analisar resultados por género.

A ONU e a UNESCO destacam que a matemática continua a ser uma área em que as raparigas perdem terreno em relação aos rapazes, o que pode impactar o desenvolvimento económico, social e a inovação. O novo relatório analisa dados de várias zonas, incluindo Portugal.

A análise, preparada pela UNESCO em parceria com a IEA, utiliza dados do TIMSS (1995-2023). Abrange avaliações no final do ensino básico e no início do ensino secundário, em 38 territórios como Espanha, China, Austrália e EUA.

O estudo revela um retrocesso desde 2019: em 2023, os rapazes superaram as raparigas no final do ensino básico em 81% dos países, contra 52% em 2019 e valores inferiores em anos anteriores. Portugal está entre os territórios mencionados.

Dados do TIMSS e evolução temporal

Historicamente, as raparigas mostraram menor desempenho em matemática, mas a diferença tinha vindo a diminuir entre 2000 e 2010. O novo relatório aponta uma reversão nesse caminho desde 2019.

Causas e caminhos para reversing a tendência

A perícia aponta efeitos duradouros da crise da Covid-19, com encerramento prolongado de escolas agravando perdas de aprendizagem. Além disso, a confiança e o envolvimento das raparigas não acompanharam o ritmo dos rapazes.

Medidas sugeridas pelas organizações

Para inverter o fenómeno, defendem-se ações já no ensino básico: reforçar a confiança das raparigas na matemática, usar atividades lúdicas, formar professores sobre vieses de género e analisar resultados por género de forma sistemática.

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